sábado, 29 de maio de 2010

MAUS HÁBITOS vs BONS HÁBITOS

Recebi estas dicas de uma amiga por e-mail e decidi partilhar com vocês. Na literatura em geral existem muitos "manuais", livros, e-mails e revistas, sempre a nos dizer o que devemos fazer, como nos portar, o que falar seja numa empresa ou em nossas vidas. É possível ter todas as respostas? Acredito que não. Há de se fazer uma análise crítica sempre do que lemos, vemos e ouvimos. Não é aceitar sem pensar, só que muitos ainda o fazem. Refletir sempre.

Talvez essas dicas sejam facilitadoras, que é uma palavra que eu gosto muito e estão bem a calhar. Eu gostei.

Seguem as dicas do consultor Paulo Ricardo Mubarack:

MAUS HÁBITOS

Um profissional é o somatório de sua genética com o que aprendeu na família, na escola, na comunidade e nas empresas onde trabalhou. Tenho conhecido muitas pessoas com genética boa, mas com maus hábitos, o que acaba por prejudicá-las em suas carreiras. São pequenas mas desagradáveis atitudes que atrapalham muita gente e que acabam por desqualificar bons funcionários. Não basta ter conhecimentos técnicos ou gerenciais, é necessário APRENDER A TRABALHAR.

Raramente se ensina para alguém como trabalhar e isto independe da atividade de cada um. Vale para qualquer profissão. Vejamos alguns hábitos muito ruins e freqüentes em nossos profissionais:

NÃO ANOTAR: em alguns cursos, interrompo a aula e digo para minha platéia, que não toma nota de nada: "Vocês não estão assistindo a um show. Isto é um treinamento e quanto mais vocês anotarem, mais vocês aprenderão. Não adianta ficar de braços cruzados apenas me ouvindo".

NÃO UTILIZAR AGENDA: fico muito desapontado quando peço algo para uma pessoa ou quando marco uma reunião e ela não toma nota na agenda. Este mau hábito demonstra pouco caso com o compromisso assumido e aumenta a probabilidade do esquecimento.

NÃO OUVIR: hábito deplorável, muito comum em diretores e presidentes. Quando você fala mais do que ouve, você pára de aprender e fica obsoleto. Ouvir o que outros falam é uma atitude que demonstra inteligência e respeito.

NÃO DAR RETORNO: se um profissional não pode atender ao telefone ou responder imediatamente um e-mail, deve fazê-lo o mais rápido possível, preferencialmente no mesmo dia. Conheço pessoas que jamais dão retorno. Você tem que ligar uma segunda vez.

NÃO SER PONTUAL: péssimo hábito, identificador de absoluta falta de respeito. Há pessoas que SEMPRE se atrasam. Observe a cara ridícula desta gente quando entra em uma reunião ou em um curso e atrapalha a todos!

NÃO TER O MÍNIMO DE ETIQUETA: manifestar PRECONCEITOS, RACISMOS, atender o celular(TELEMÓVEL) no meio de um curso, manter conversas paralelas em uma reunião.

NÃO LER NEM ESTUDAR: profissionais que não sabem pesquisar nem ler nem estudar não são profissionais. São amadores que devem ser imediatamente descartados. Uma empresa não progride com gente ignorante trabalhando em sua equipe.

SER DEFINITIVO DEMAIS: é a característica do burro por convicção. Ele tem opiniões formadas sobre todos os assuntos e jamais se permite análise crítica. Como "sabe tudo", não aprende nada e permanece mergulhado em uma ignorância profunda.

NÃO PERDER A PIADA: são aqueles caras engraçados que fazem todo mundo rir. Um circo de segunda classe talvez fosse o lugar mais adequado para esta gente. Ter bom humor é fundamental, mas estar sempre rindo e contando piadas (especialmente se for para debochar dos colegas ou da própria empresa) é característica de alguma patologia que mereceria ser investigada por um psiquiatra.

NÃO SE PREPARAR PARA UMA REUNIÃO: são profissionais que vão para reuniões e para cursos "de mãos abanando", sem qualquer tipo de preparo. Atitude deplorável, que prejudica a produtividade das atividades e atrapalha o grupo.

PROCRASTINAR: o popular "empurrar com a barriga". São os preguiçosos que sempre deixam algo para amanhã. Não fazem nada rápido e não tem senso de urgência.

SER ADEPTO DE FOFOCAS: expor a própria vida privada e a dos outros. A fofoca, embora possa parecer inofensiva, tem efeitos muito nocivos na produtividade e no ambiente de trabalho.

NÃO TER A VIDA FINANCEIRA ORGANIZADA: aquela velha máxima de deixar os problemas pessoais "atrás da porta" quando se entra no trabalho não funciona. Quem tem a vida financeira e pessoal desorganizada é um profissional de segunda linha, que frequentemente perde o foco e a capacidade de concentração no trabalho.

NÃO CUIDAR DA SAÚDE: noitadas, excesso de peso e falta de preparo físico não prejudicam apenas atletas, prejudicam qualquer profissional. Em um corpo cansado ou doente não existe lugar para o aprendizado e para a produção de boas atividades. Simples assim!

NÃO CUMPRIR COMPROMISSOS: se você precisa entregar um trabalho em uma data definida, você deve entregar, nada menos do que isto. Não cumprir prazos é fatal para um profissional. Não tem tempo? Não gosto e não quero ouvir esta desculpa "furada". Se não há tempo durante o horário normal, faça de madrugada, mas faça! Ensinar a trabalhar! Talvez seja a peça que está faltando no currículo das escolas e dos MBAs, no treinamento das empresas e nas conversas entre pais e filhos.

Fonte:

Paulo Ricardo Mubarack, consultor de gestão, qualidade, administração de pessoas, RH, ISO9001 e autor do livro "Empresas Nuas"

e-maiL:mubarack@terra.com.br

3 comentários:

Mariangela disse...

Simplesmente AMEI as dicas! Perfeita! Deveria fazer parte da ementa de todos os cursos de graduação é pós graduação do Brasil...

Dde maneira geral falta educação básica...

Lamentável, mas real...

Parabéns pela escolha dos últimos textos.

Mariangela

Elis Dias disse...

Pois é Mari concordo com você, deveria fazer parte de todas as universidades...tenho esperança que um dia venha a fazer. Obrigada pelo apoio de sempre.

Anônimo disse...

Prezada Elis:
Parabens pelas dicas.
O caminho que vc escreve está correto, porém deveria descrever sobre os bons habitos de forma positiva esquecendo o mau habito. Acho que didaticamente fica mais interessante. Experimente. Escreva sobre o bons habitos no trabalho (linha de produção) e na vida, incluindo pontualidade, limpeza, respeito as normas, organização da linha de produção, etc.