sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O SE E O QUASE - SÍLVIO T. CORRÊA

Olá à todos,

Andei sumida do blog por esses dias, dando atenção para a família e amigos que vieram nos visitar aqui no Porto, afinal ainda é verão na Europa.

Recebi esse texto e estou a refletir pois quem não conhece, conheceu ou ainda tem uma postura "a la Astolfo" perante à vida, vamos refletir e mudar. Me lembrei da hiena Hardy, alguém se lembra do desenho?

Ótimo fim de semana.


O SE E O QUASE

por Silvio T Corrêa

Não fazia muito tempo e Astolfo quase havia conseguido ser promovido. Se aquele pneu não tivesse furado no dia da reunião com o melhor cliente da empresa, se aquele maldito cafezinho não tivesse caído no seu terno e se o cliente pudesse ter esperado, apenas, mais meia horinha …

Mas agora era diferente. Ele sabia que estava quase lá, quase, faltava pouco. Na verdade já poderia estar, se não fosse, novamente, pelo seu carro velho que resolveu dar problemas, novamente. Ele pensava: “Se eu pudesse ter um carro novo !”

Tudo bem, Astolfo era um cara persistente, apesar de lamentar que, se aquela multinacional, há 15 anos, tivesse lhe contratado, tudo seria diferente. Quase que ele tinha conseguido.

Astolfo sabia que era hora de olhar pra frente. Ele sabia que podia conseguir se ninguém o atrapalhar, se fizer as escolhas corretas, se não deixar se envenenar por qualquer colega, se as preocupações com o dinheiro não o atormentarem, se o carro não der problema, se não cair um temporal, se o sol não estiver muito quente, se o mercado não esfriar, se o concorrente não atrapalhar seus planos, se o mosquito da dengue não o picar, se …

Se e Quase. Palavras que deveriam ser banidas do vocabulário, ao menos na hora de analisar os nossos planos, sonhos, erros e fracassos. Se temos um sonho, com o “se” podemos concretizá-lo, ir mais longe, ganhar o mundo, mas continuará sendo sonho. Precisamos agir e fazê-lo com consciência, com um mínimo de planejamento pois, caso contrário, teremos vários “quase” até conseguirmos chegar lá, se é que chegaremos.

Muitas vezes não conseguimos seguir em frente pois os “se” da nossa vida ficam nos atormentando. O passado tem serventia como aprendizado, jamais como desculpa. Como dizia Taiguara: “Que o passado abra o presente para o futuro, que não dormiu e preparou o amanhecer.”

Sempre que pensar em um “se” ou um “quase”, como desculpa, ignore-o solenemente. A mentalidade do “quase” deixa graves sequelas. É o aguilhão do fracasso. A mente fica poluída com o “quase” e acabamos por plasmar a realidade: o “quase”acontece novamente.

E não é que o Astolfo conseguiu. Conseguiu fechar o contrato com o cliente e quase conseguiu a promoção, se a empresa não tivesse contratado um novo funcionário para ser o supervisor da equipe.
A própria empresa achou que Astolfo iria quase conseguir.

Ps: Recomendo os textos do Silvio Corrêa, em:

http://silvio.correa.nom.br/blog/?p=239#ixzz0wKxey600

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Doze Conselhos para ter um infarto feliz

Não resisti recebi um e-mail sobre como ter um enfarto e achei tão interessante "as dicas" pois preconizam aquilo que "devemos fazer" caso decidamos mesmo ter um infarto.
Partilho com todos.

PARA TER UM INFARTO FELIZ !!!

Dr. Ernesto Artur - Cardiologista
Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.


1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.


2 Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.


3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.


4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.


5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.


6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranquila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes...


7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.


8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro , enferruja!!. .risos)


9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado... Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.


10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.


11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.


12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.


Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

Duvido que voce não tenha um belo infarto se seguir os conselhos acima e eu conheço muita gente assim!!!


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

EMPRESAS MAIS HUMANAS - SIM É POSSÍVEL

Informação muito importante que gostaria de partilhar:

Empresas já ajudam os colaboradores a serem pais melhores
quarta-feira, 4 de agosto de 2010

por Daniela Lessa

Conciliar a atividade profissional e a vida familiar sempre foi o dilema das mulheres, habitualmente encarregadas da maior parte dos cuidados com os filhos. No entanto, a exigência da sociedade em relação à participação dos pais na educação das crianças e nas atividades do lar está aumentando. Uma demonstração de que essa ideia ganha consistência é o aumento da concessão, por parte do Poder Judiciário, da guarda compartilhada dos filhos entre pai e mãe nos casos e separação; outra é a ampliação de benefícios relativos ao fato de se ter filho, antigamente concedidos apenas às mulheres, também aos homens.
Segundo consultores, as iniciativas de ampliar benefícios ainda são escassas e, normalmente, partem da proposta dos empregados e não das próprias empresas, mas há exceções. A indústria de defensivos agrícolas Fersol concede, desde 2003, licença-paternidade de até três meses, sendo dois meses de licença e um de férias, e auxílio-creche de até um salário mínimo mensal, enquanto a lei determina que o auxílio seja de R$ 150 reais por mês. Além disso, a empresa está discutindo internamente a concessão do benefício de estabilidade de emprego para os pais enquanto sua mulher estiver grávida.
O presidente licenciado da empresa, Michael Haradom, acredita que essas iniciativas são importantes para que se possa efetivamente promover uma igualdade de gênero na sociedade e quebrar o ciclo vicioso no qual apenas a mãe cuida do bebê e o pai é o provedor da casa. “Essa estrutura faz com que as crianças aprendam que os dois sexos são diferentes, o que acaba por reforçar a diferença de gênero”, reflete o executivo. Assim, em sua visão, conceder a licença-paternidade é uma forma de garantir que o pai seja visto como alguém que cuida, faz carinho e é tão responsável quanto a mãe pelo desenvolvimento da criança.
A concessão do auxílio-creche além do estabelecido por lei também tem uma razão de ser. “Se a criança fica na creche e depois com avó, tia, parente etc., oferecemos R$ 200 de auxílio; mas se a criança vai para uma escola que tem creche, oferecemos R$ 515 (que é o salário mínimo) porque queremos incentivar a ida da criança para um ambiente no qual ela se socialize e se desenvolva em vez de ficar em casa vendo televisão”, explica Haradom.

Pais "grávidos"
A estabilidade de emprego para os pais “grávidos” e as demais iniciativas têm o objetivo de demonstrar que a empresa acolhe o empregado que tem família e que ela não é um empecilho para a formação e o crescimento dessa família.

Segundo Haradom, os benefícios oferecidos pela companhia estão alicerçados por sua visão de gestão, segundo a qual a empresa tem uma série de direitos comerciais, mas também tem obrigações e responsabilidades com a sociedade. “As empresas dizem que sua contribuição é dar empregos e pagar impostos, mas não se pode glamourizar essa contribuição porque ninguém dá empregos; as empresas criam postos de trabalho para produzir bens dos quais elas mesmas se apossarão da maior parte do valor; assumir compromisso social é contribuir para o bem-estar das pessoas, para a justiça de gênero e social etc.”, afirma.
Contrário à idéia de que conceder benefícios compromete a lucratividade da empresa, Haradom explica que é melhor ter um funcionário com uma baixa planejada do que ele ter que sair em situações de urgência. No caso das licenças paternidade e maternidade, o executivo explica que o fato da criança ter o apoio do pai e da mãe nos primeiros meses de vida faz com que as crianças tenham um desenvolvimento mais saudável física e mentalmente e, consequentemente, seus pais sejam menos solicitados para levá-los a médicos ou a reuniões escolares por mau comportamento, por exemplo.

Além disso, colaboradores satisfeitos são mais produtivos e, finalmente, na visão de Haradom ao gerir a empresa de forma socialmente responsável, o empresariado contribui para as futuras gerações. “O lucro está em tudo, está em ter uma sociedade melhor para nossos filhos e netos e isso é muito mais significativo do que o que pode estar em um cofre”, resume.

Rede de apoio familiar
Embora a visão de Haradom seja moderna e acolhedora às famílias, essa realidade não é a mais comum nas empresas, segundo afirma a consultora Célia Spangher, da Maxim Consultoria. Na sua experiência, o movimento tem sido o contrário: não só os pais têm pouca compreensão da empresa para levar os filhos a médicos ou para atender a demandas escolares das crianças, quanto as mulheres também não são compreendidas nessa necessidade. “A maioria precisa ter uma rede de apoio, com avós, irmãs, empregadas etc. ou vão sofrer com o descontentamento dos patrões”, afirma.

No caso do colaborador ser do sexo masculino, a incompreensão é ainda maior. Segundo Célia, a visão dos empresariado é sexista mesmo e o discurso dos gestores, embora velado, costuma ser: “Mas o seu filho não tem mãe?”. Ou seja: se os patrões se incomodam com as incumbências femininas da maternidade; se incomodam duas vezes mais com as incumbências masculinas da paternidade.
Ela ressalta, entretanto, que há uma tendência à humanização nas empresas e que algumas procuram oferecer maior qualidade de vida para os colaboradores e essas, diz, têm maior chance de sucesso no futuro, uma vez que há uma transformação na sociedade. “A empresa que abraça seu funcionário, faz com que este abrace o cliente e todos abracem o negócio da empresa”, analisa.
Célia também observa que a desconfiança de alguns patrões a respeito das justificativas dos colaboradores para faltas ou atrasos precisam ser avaliadas em conjunção com outros comportamentos. Segundo ela, um funcionário que mente e “mata a avó” para não ir ao trabalho já tem outros comportamentos de desleixo com suas atividades, dispersão e desinteresse e já está realmente insatisfeito.

Negociações coletivas
A advogada Ana Amélia Camargos, presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP), comenta que tem visto negociações coletivas em que são incluídos termos que garantem alguns direitos antes restritos às mães, também aos pais. Por exemplo, há uma presunção de que a falta para levar a criança ao médico é justificável, o responsável pela tarefa pai ou mãe. O auxílio-creche também têm sido fornecido para quem tem a guarda da criança, independente de ser homem ou melhor.
Segundo Ana Amélia, o fato é que não há propostas partindo das empresas, mas também há resistência por parte delas quando os colaboradores exigem os benefícios relativos à paternidade

Retirado do site: www.canalrh.com.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

ENTREVISTA DE PETER SENGE

Peter Senge é autor do livro "A Quinta Disciplina" que trabalha o conceito de organização que aprende. O que seria isso? São as organizações que estão interligadas aos negócios e a aprendizagem de seus colaboradores.
Farei um breve resumo das cinco disciplinas críticas, antes que assistam o vídeo.

Domínio Pessoal: Os indivíduos passam a esclarecer e aprofundar sua visão pessoal, concentram sua energia em desenvolver sua paciência e em enxergar a realidade com objetividade. Comprometem-se com seu próprio aprendizado ao longo da vida. Começam por esclarecer o que realmente é importante para si próprio, chegando com isso a viver uma vida com as mais altas aspirações.

Modelos Mentais: A prática contínua do "aprender a virar o espelho para dentro". Faz com que as imagens internas do mundo sejam trazidas à tona e as mantenha sob rigorosa análise, de uma forma que podem ser analisadas, identificadas e como elas influem em nossa maneira de compreender as coisas e a agir.

Construção de uma visão partilhada: Desenvolver continuamente a habilidade de traduzir uma visão individualista em uma visão compartilhada, trazendo com isso "imagens do futuro" que estimulem o verdadeiro compromisso, além da mera aceitação.

Aprendizagem em equipe: A prática do diálogo em grupo, permite novas ideias e percepções que os indivíduos não conseguem ter sozinhos. Também detecta os padrões de defesa na forma de operação da equipa que minam a aprendizagem. Para Peter Senge as equipas e não os indivíduos são a unidade fundamental de aprendizagem nas organizações modernas.

Pensamento Sistêmico: Um quadro de referência conceitual, um conjunto de ferramentas desenvolvido ao longo dos últimos 50 anos para melhor compreensão dos fenômenos da realidade para esclarecer os padrões do todo. Ajuda-nos a ver e a modificá-los efetivamente quando desejarmos. Trata de reconhecer que as empresas e os outros feitos humanos são sistemas e como tal seus componentes estão conectados por fios invisíveis de ações, que muitas vezes levam-nos para manifestar seus efeitos um sobre os outros.
Com isso, ajuda-nos a compreender que os problemas, em vez de serem causados por algo ou alguém lá fora, podem ser efeitos das nossas próprias ações.
É a disciplina do Pensamento Sistêmico que nos ajuda especialmente a reconhecer as demais como integrantes de um todo interdependente é necessário. Por isso Senge a chama de a Quinta Disciplina.




quinta-feira, 22 de julho de 2010

A MAIOR BRONCA QUE JÁ LEVEI...




Uma mensagem para reflexão...

"Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu?

Que nada. Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei.
"Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.

"Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta percentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais. É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo sabendo ter investido nos melhores. Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula".
Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto?
Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos.
Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto."
(autoria desconhecida)

terça-feira, 20 de julho de 2010

A RESPOSTA DA GRATIDÃO



Recebi esta mensagem e achei perfeita.


A RESPOSTA DA GRATIDÃO

Jim nunca imaginou que as coisas acontecessem daquela forma. Enquanto trabalhava como salva-vidas, amava o que fazia.

Num dia de folga, andando pela praia, ele viu uma mulher em perigo. Jogou-se n’água e a trouxe para a praia. Depois a carregou até o posto salva-vidas, onde uma ambulância a levou para o hospital.

Victória ficou muito agradecida e passou a visitá-lo, de vez em quando, no posto. Quando sabia que ele estava trabalhando, mandava-lhe pizza. Jim retribuía com visitas e telefonemas.

Durante anos, mantiveram a amizade. Certo dia, retornando de uma viagem, Jim ligou para a casa dela. Quem atendeu foi uma jovem, que se identificou como Bárbara. Era sua sobrinha. Contou-lhe que Victoria havia morrido, vítima de um derrame. A sobrinha viera de outra cidade para resolver alguns negócios da tia. Ela sabia tudo a respeito dele porque sua tia lhe falou.

O tempo passou. Uma noite, numa festa na praia, com amigos, Jim percebeu que as coisas estavam saindo do controle. Bebidas e drogas começaram a circular. Ele decidiu ir embora. Logo depois, uma mulher que ele havia conhecido apenas algumas horas antes, também saiu.

Quando ela foi dada como desaparecida e seu vestido esfarrapado foi encontrado ao lado da estrada, ele foi acusado de assassinato.
Parecia um pesadelo. Ele mal a conhecia. Era uma acusação maluca. Mas a polícia precisava de um suspeito. E ele era um suspeito. Um defensor público foi indicado para cuidar do seu caso, porque ele não tinha dinheiro. Foi preso e a fiança estipulada em um valor elevadíssimo. Jim achou que não teria mais saída.

Então, um dia, recebeu um telefonema. Era Bárbara. Formada em direito, ela ouviu o noticiário a respeito da sua prisão e perguntava se ele aceitaria que ela o defendesse gratuitamente. Jim aceitou de pronto. Ela começou a se inteirar dos detalhes do caso. A única testemunha ocular que identificou Jim, como o homem que saiu da festa com a mulher, descreveu o casal como sendo da mesma altura. Alguma coisa estava muito errada. A suposta morta tinha 1,65m. Jim tinha quase 1,80m. Graças a esse detalhe, ela conseguiu que a fiança fosse reduzida e Jim pôde ir para casa. Aquilo foi um presente para ele.

Ela contratou um detetive que, depois de algum tempo, descobriu que a suposta vítima vivia num país vizinho. Ela decidira sair de casa e abandonar o marido para começar uma nova vida, com outra pessoa. Depois de muita insistência, meses de trabalho, conseguiram que a mulher retornasse e se mostrasse à polícia, provando que estava viva.

Jim estava livre da acusação. Hoje, ele vive com sua mulher e três filhos. Tem uma fazenda e dirige sua própria fábrica. Mas nunca vai esquecer aquela amizade especial com Victoria.

Comenta ele: "Se aquela doce senhora não falasse de mim para sua sobrinha como o fez, é bem possível que eu estivesse apodrecendo na prisão, pelo resto da minha vida. Devo minha vida àquela mulher."

No entanto, Bárbara tem uma versão diferente: "Ele merecia minha ajuda. Ele salvou a vida de alguém que nem conhecia, mesmo não estando em serviço naquela hora. Esse tipo de ato não fica sem recompensa."

Fonte: www.reflexao.com.br (Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Heróis também precisam de heróis, do livro Triunfos do coração, de autoria de Chris Benghue, ed. Butterfly)

A VIDA É TÃO RARA - LENINE

AMO ESTA MÚSICA E CONSIDERO UM AGRADECIMENTO À VIDA.
PARTILHO COM TODOS!


Paciência-Lenine

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não... a vida
não para)


domingo, 4 de julho de 2010

A JANELA LIMPA

Recém-casados, eles se mudaram para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher olhou pela janela e viu que a vizinha pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

– Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela precisa de ajuda para lavar as roupas!

O marido observou calado. Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou novamente com o marido:

– Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:

– Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que outra vizinha ensinou?

O marido calmamente respondeu:

– Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Cada um vê o mundo de uma forma. Portanto, antes de criticar, verifique se você fez alguma contribuição para resolver o problema. Perceba seus próprios defeitos e limitações. Olhe, antes de tudo, para sua própria casa, para dentro de você mesmo. Lave sua vidraça. Abra sua janela!


Autor desconhecido

sábado, 19 de junho de 2010

A MISÉRIA JÁ TEVE UMA "FUNÇÃO SOCIAL" - ARNALDO JABOR




Li este texto e achei muito crítico e pertinente. Gosto muito do Arnaldo Jabor, cineasta, crítico, diretor de cinema brasileiro. . Enfim, alguém que pensa muito o Brasil. Li essa matéria dele publicada no jornal "O Globo". Não dá pra ficar indiferente, esperando as coisas "melhorarem sozinhas" ou apenas reclamando desse ou daquele governo. Vivendo aqui em Portugal, vejo que tem pobreza, sim, e muita. Existem , muitas pessoas a pedirem nas ruas, pessoas dormindo nas praças, enfim, vivendo em situações de pobreza. Mas no Brasil até por ser como os próprios portugueses dizem um "continente" a miséria é muito clara e evidente.
Façamos nossa parte de alguma forma para contribuirmos para esta mudança.Chega de apenas reclamarmos.Ação já.
Partilho o texto com todos.

Falar da miséria nos alivia porque, para nós, os bacanas, a miséria é apenas um problema existencial. Muitos artistas e intelectuais que falam na miséria como tema de livro ou filme, ou políticos que usam miséria como curral eleitoral, ganham dinheiro ou votos com a miséria dos outros. Ou seja, a miséria dá lucro.
Na verdade, para entendermos o horror que nos envolve, temos de analisar os que “não” são miseráveis, a burguesia, as classes médias, a estrutura do País, a formação torta do Estado.
Quem quiser fazer uma tese ou ficção sobre o atraso nacional tem de estudar os “formadores” da miséria – os séculos de oligarquias e patrimonialismo. Um estudo psicológico sobre alguns de nossos principais lideres políticos explicaria mais o País do que cem volumes economicistas. Nós fazemos parte da miséria brasileira. Em nós, e não nos morros e periferias, está o segredo, ou melhor, a explicação para a ignorância e o desabrigo de nosso povo.

A miséria de nossa formação não atingiu apenas os escravos libertos, os sub empregados, os analfabetos. A miséria atingiu a todos nós. Não na blindagem de nossos carros apavorados, mas na blindagem de nossos corações contra o lado de fora da vida. Não basta sofrermos com o “absurdo” da miséria. Ela é uma construção minuciosa feita por um sistema complexo. A miséria não é absurda, ela é uma produção.

Há alguns anos, a miséria era vista com vagos sentimentos caridosos. Ela era até idílica, nas “favelas dos meus amores”. Tolerávamos tristemente a miséria, desde que ela ficasse longe, quieta, sem interferir na santa paz de nosso escândalo. A miséria tinha quase uma... “função social”.

Contra nossa vontade, hoje sabemos que a miséria se entranha em nosso egoísmo, na busca maníaca de felicidade e prazer, esquecendo a existência do “outro” – este ser longínquo e desagradável. Pouquíssimos de nós pensam como o imperador filósofo Marco Aurélio: “O que é bom para a abelha tem de ser bom para a colmeia”.

Além disso, a miséria não está apenas naqueles que se lixam para ela, mas também nos que se acham seus “proprietários”, que a consideram seu latifúndio ideológico.

Existe a política da miséria dentro da miséria de nossa política. Transformar a miséria em bandeira, sem entender o conjunto que nos inclui, usar a miséria para uma simplificação oportunista de “ricos e pobres”, usar a miséria como um divisor de águas para a complexidade de nossos problemas é uma atitude miserável e resulta nos vexames a que temos assistido neste governo, que tem o alívio hipócrita de ser “contra” ela – isso justificou roubalheiras, crimes e mentiras, legitimou a invasão do Estado pelos “amigos” do povo, que fazem sucesso junto aos ignorantes que adulam na mídia da política virtual. Os pelegos sempre se disfarçaram de pobres.

A miséria está nos “sanguessugas”, está nas emendas espertas ao orçamento, está na sordidez do sistema eleitoral, está na falsa compaixão dos populistas, está nas caras cínicas, torpes, “lombrosianas” dos ladrões congressistas , está na lei arcaica e sem reformas, está na atitude olímpica e gelada de juristas impassíveis, está nos garotinhos na rua e nos garotinhos da política.

Mas, o tempo passou e a miséria cresceu – a espuma suja na champanha do progresso. Com o avanço da indústria de armas, das drogas, da internet, a miséria foi tocada pela evolução do capitalismo e começou a se modernizar. A violência é, de certa sinistra forma, um “upgrading” na miséria, antes tão dócil. A violência nos pegou de surpresa, com velhas armas. Ninguém sabe o que fazer. Antes, os governantes oscilavam entre a repressão sangrenta, entre a queima de favelas ou a construção de guetos. Mas hoje, a miséria é grande demais para ser erradicada. Somos miseráveis porque poderíamos ter um País muito melhor e não sabemos fazê-lo. A miséria habita nosso egoísmo, nossa cegueira proposital em não ver o mal e a dor dos desvalidos.

É miserável nossa fome de consumo supérfluo, é miserável nossa angústia por pequenos problemas, nossas neuroses de mínimas causas, é miserável o que pagamos a empregados frágeis, é miserável nossa ideia de posse no amor e no sexo. Somos miseráveis porque até os ricos poderiam lucrar com a justiça social, mas eles só pensam a curto prazo, somos miseráveis na alma, em nossa amarga alegria, em nossa ignorância política, em terrores noturnos, em síndromes de pânico, em noites vazias nos bares ameaçados, nos perigos das esquinas, em amores despedaçados, a miséria está no esforço para esquecê-la, no narcisismo deslavado que aumenta entre as celebridades, na ridícula euforia das sacanagens e nas liberdades irrelevantes.

A miséria está até na moda – vejam este texto de um catálogo “fashion”: “Use uma calça bacana, toda desgastada, bata na calça com martelo, dê uma ralada no asfalto, ou esfregue a calça com lixa, ou por fim, atropele seu jeans, passe por cima dele com o carro (blindado?). A moda pede peças puídas, como ficam depois de um ataque das traças ou baratas. E se você tem algo a dizer sobre a vida, diga com sua camiseta, nas estampas com frases no peito...”

Só que antes, só falava de miséria quem não era miserável, só falava em “fome” quem comia bem. Agora, os miseráveis nos olham e nos criticam.

Hoje, a miséria desfila nas ruas ameaçadoramente, de sandália, bermudas e corpo nu. Não se esconde pelos cantos mendigos. Nossas elites desatentas estão mais ligadas e percebem aos poucos que nós é que temos de nos reformar. Não tem mais jeito, a miséria tem de ser integrada a nossas vidas. Temos de conviver com ela, pois também somos miseráveis.

E mais: os miseráveis não esperam nada de nós ou dos governos. Estão indo à luta. Não resolveremos nada. Eles é que vão fazer isso. A miséria está nos modernizando.
OBS: A imagem deste post é de um livro que ainda não li, mas está nas minhas próximas leituras e comentários que partilharei com vocês.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O QUE É O SUCESSO?



Recebi esta mensagem de uma amiga e partilho com todos.

O QUE É O SUCESSO?
Rir muito e com freqüência;
ganhar o respeito de pessoas inteligentes
e o afeto das crianças;
merecer a consideração de críticos honestos
e suportar a traição de falsos amigos;
apreciar a beleza,
encontrar o melhor nos outros;
deixar o mundo um pouco melhor,
seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim
ou uma redimida condição social;
saber que ao menos uma vida respirou
mais fácil porque você viveu.
Isso é ter tido sucesso.

Autor: Ralph Waldo Emerson