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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Os Melhores Empregos na Área de TI (IT) Tecnologia da Informação

Uma interessante pesquisa foi publicada através do site americano CarrerCast .
Vejam o link original 
http://www.careercast.com/jobs-rated/12-best-engineering-information-technology-jobs 
O estudo mostra que profissões dentro da área de Tecnologia de Informação no atual momento são das áreas que pagam mais. Antes considerada uma área para "nerds".Engenheiros de software e Analista de Sistemas segundo o site viraram "estrelas do rock do mundo corporativo" ao menos nos Estados Unidos, mas segue uma tendência mundial.
Esta profissão se expande em nível mundial. Se o salário está alto é porque há necessidade de profissionais qualificados. Outra área que demanda profissionais qualificados e que tem salários interessantes é a Engenharia de Petróleo. 
O que é importante deixar claro é que não basta apenas olhar para estas médias salariais e optar por uma destas profissões, há que se gostar antes de mais, ter mesmo vocação. O nível de estresse para cada uma costuma ser alto, ninguém se engane. O interessante é ver que nessas áreas há pouco  desemprego, mesmo  em países em crise como em muitos países da Europa como a Noruega ou a Finlândia, há uma grande procura por esses profissionais. Nos emergentes como Brasil sobram vagas, não há pessoal qualificado. Olha a oportunidade jovens portugueses, a imigração é uma possibilidade, não se pode descartar. . 
Repasso o ranking médio do salário e o que faz o profissional de cada área.
1- Engenheiro de Software - Pesquisa, projeta, desenvolve, mantém sistemas de software, juntamente com o desenvolvedor de hardware para fins médicos, científicos e industriais.
Salário anual: US$ 90 mil dólares 
2- Analista de Sistemas - Planeja e desenvolve sistemas de computadores para empresas e instituições científicas
Salário anual: US$ 78 mil dólares
3- Programador Web ou Web Developer - Faz criação do layout, navegação e interatividade de sites na internet.
Salário anual: US$ 75 mil dólares
4- Engenheiro de Petróleo - Planeja os locais de perfuração e métodos eficazes para o acesso ao petróleo e ao gás natural.
Salário anual: US$ 114 mil dólares
5- Engenheiro Civil - Planeja e supervisiona a construção de estradas, pontes túneis e edifícios.
Salário anual: US$ 77 mil dólares
6- Programador de Computador - Organiza e cria programas para computadores que possibilitem resolver problemas de ordem lógica.
Salário anual: US$ 71 mil dólares
7-Redator Técnico - Transforma informação científica e técnica em linguagem facilmente compreensível.
Salário anual: US$ 63 mil dólares
8- Engenheiro Nuclear - Realiza pesquisas, projetos, monitora operação e manutenção de reatores e equipamentos de usinas.
Salário anual: US$ 99 mil dólares
9- Engenheiro Aeroespacial - Projeta, desenvolve e testa novas tecnologias para a fabricação de aviões comerciais, militares e de veículos espaciais.
Salário anual: US$ 97 mil dólares
10- Engenheiro Mecânico - Desenvolve produtos mecânicos e coordena a operação e reparação de produtos e máquinas.
Salário anual: US$ 78 mil dólares
11- Engenheiro Elétrico - Realiza pesquisas, planeja o design e a fabricação de equipamentos elétricos
Salário anual: US$ 87 mil dólares
12- Designer Industrial - Projeta e desenvolve produtos em diferentes áreas, como para indústria automobilística.
Salário anual: US$76 mil dólares



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pessoas Invisíveis no Trabalho

"Não existem homens invisíveis, o que existe é uma sociedade cega" Fernando Braga
Há uns dois anos atrás publiquei aqui no blog um post sobre o livro Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social, de Fernando Braga Costa, que aborda o tema da invisibilidade social de determinadas profissões. No caso em questão para quem não se lembra ou não viu o post, o autor era aluno da licenciatura em Psicologia na maior universidade brasileira, a USP - Universidade de São Paulo, e teve que fazer um trabalho para uma disciplina de Psicologia Social onde deveria escolher uma profissão que não fosse  tão valorizada pela sociedade de modo geral e exercê-la por um dia. Qual era a ideia? Perceber que o preconceito pode servir-se daquilo que você esteja fazendo no momento, em resumo, não ao que se é como ser, mas o que se faz. Para Fernando Braga isso ficou evidente, pois ele escolheu a profissão de gari(no Brasil) varredor de ruas cá em Portugal. O que era apenas para ser uma experiência de um dia, transformou-se num trabalho semanal, onde ele se juntava aos garis que trabalhavam limpando a universidade e se transformou na tese de seu mestrado e finalmente em seu doutoramento. Em 2008 lançou o livro em questão, que aborda com propriedade de quem viveu na pele a "invisibilidade" por estar vestido com um uniforme/farda e deixou de ser "visto"(Será possível?) por professores e colegas. Claro que não deixou de ser visto, apenas as pessoas não queriam vê-lo. Ele passou a ser um uniforme/farda e tinha ficado transparente, invisível aos olhos da sociedade.
Além de todos os profundos questionamentos que o livro traz, vem à tona a seguinte questão, o ambiente de trabalho pode fazer com que a pessoa se sinta respeitada ou não. A área de recursos humanos tem esse nome por trazer em sua essência o acolher pessoas, o que na prática muitas vezes não é bem verdade(sim é uma auto-crítica), quantas vezes vemos profissionais da área de recursos humanos, desumanos, seja em seus atos e em sua fala. Pessoas que não gostam de trabalhar com pessoas, que tratam mal funcionários da própria empresa. Se fazem isso no trabalho, que dirá na rua, no comércio, trânsito ou em família. Olhe para dentro de si próprio e reveja como andam suas atitudes no trabalho e na sua vida de modo geral. E aí colegas profissionais de RH como anda seu lado humano, seu bom humor? Anda a descontar suas mágoas nos colegas de trabalho? Trata os funcionários como invisíveis? Cuidado!
Não basta apenas estudar anos numa universidade, se gabaritar intelectualmente, ter uma bagagem acadêmica invejável, com cursos e mais cursos se isso não se traduz em EDUCAÇÃO. Educação formal não é indício de respeito e gentileza. Uma pena, pois deveria.  O facto de se dar um sorriso, um bom dia ou um cumprimento independem do tempo que se passou nos bancos escolares.
São as pequenas coisas que fazem mesmo a diferença. Ser gentil não custa nada e contagia como um vírus do bem.
Você percebe em sua vida a importância das pessoas, independente do que "fazem profissionalmente" e sim de seus valores? 
Apresento aqui Jobson Meirelles, um agente de trânsito que ficou conhecido no estado do Espírito Santo, no Brasil como "Guarda Sorriso". Ele trata as pessoas com gentileza e muita educação e ficou reconhecido por isso e você como é reconhecido?

sábado, 26 de maio de 2012

Dica de Filme Em Busca da Felicidade

O filme Em busca da Felicidade (The Pursuit of Happyness) não é recente, é de 2006. Já assisti incansavelmente, já usei trechos em formações / treinamentos / palestras e cada vez que revejo vêm junto as emoções mais positivas. 
A história foi baseada em fatos reais. Um pai de família que não tem dinheiro, perde a casa onde mora e é deixado pela esposa. Will Smith como Chris Gardner(em um dos seus melhores papéis como ator) e Jaden Smith (o filho de Will na vida real) como Christopher, encarnam com tanta veracidade, tanta emoção o que é alguém passar por momentos desafiantes, de pura aflição, mas não perder a esperança, a força, conseguir manter a positividade, o foco, a coragem, a perseverança e a resiliência. É um filme para refletir e pensar que é possível passar por qualquer situação por mais dolorosa que seja com dignidade, sem se transformar em vítima e sair mais forte ao final.
Quem me conhece sabe que não sou piegas e fico a dizer apenas "pense positivo" que tudo se resolverá, óbvio que não. Se a pessoa continuar a pensar positivo apenas é pouco provável que algo aconteça. Temos que nos mover, assim como Chris  faz no filme.
O filme arranca muitas lágrimas, é de uma beleza de uma força sem igual. Além de nos dar a certeza que é possível sim ser mais feliz se nos mobilizarmos para isto.
Lembre-se, vá atrás dos seus sonhos!
A frase mais marcante que Chris Gardner diz ao filho: 
" Nunca deixe que alguém te diga que não pode fazer alguma coisa. Nem mesmo eu. Se você tem um sonho, tem que correr atrás dele, tem que protegê-lo. As pessoas que não conseguem vencer, dirão que você não vai vencer. Se quer alguma coisa, vá e lute por ela, ponto final". 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dinâmicas de Grupo O Que Você Precisa Saber

Falar sobre dinâmicas de grupo em processos de seleção é um assunto que por si só rende muitos questionamentos positivos e em grande parte negativos. Seja porque quem está a conduzir muitas vezes sequer tem a noção exata do porque escolheu aquela dinâmica, seja porque realmente utiliza dinâmicas de grupo que não fazem sentido algum e com isso o uso das dinâmicas de grupo acabou banalizado e um gerador de medo nos candidatos..
A primeira pergunta que muitos candidatos se fazem é o que é que o selecionador quer avaliar numa dinâmica de grupo? Pode ser a integração, iniciativa, relacionamento interpessoal, persuasão, liderança, motivação, criatividade, entre outras habilidades conforme o perfil da vaga.
Não é apenas uma dinâmica de grupo que avalia se o candidato está apto ou não para ocupar uma vaga numa empresa. É mais complexo que isso.
Se bem conduzida a dinâmica de grupo gera nas pessoas descontração e aí entra o elemento que irá fazer a diferença, a pessoa(o candidato) se mostra realmente como ele é.
O que é importante saber numa dinâmica de grupo que você estará sendo avaliado, então seja natural. Demonstre iniciativa e mostre suas habilidades, não tenha vergonha de numa dinâmica de "quebra gelo"(aquelas que usamos para aquecer) falar um pouco de você, mas lembre-se "SEJA OBJETIVO" nada de ficar contando a história da sua vida desde que entrou no infantário. Pode ser que tenha que fazer uma breve apresentação de quem você é, do que gosta, suas expectativas, lembre-se "venda seu peixe" sem ser arrogante. Treine antes, estude seu currículo, se conheça pois você poderá falar com propriedade sem se alongar.
Não queira ser o centro das atenções durante a dinâmica. Mostrar iniciativa não significa não deixar os outros candidatos falarem. 
Lembre-se de que não é uma competição onde se deve eliminar os outros candidatos.
Jamais assuma um papel diferente do que você é na realidade, pois caso seja o contratado você será desmascarado.
Demonstre flexibilidade na sua forma de agir e de pensar. Cuidado com opiniões exageradas pense antes de falar.
Não se mostre resistente as atividades cruzando os braços ou a reclamar baixinho, isto está sendo observado. Demonstre entusiasmo.
Sabemos infelizmente que algumas empresas exageram e acabam por colocar os candidatos em situações vexatórias. O que a pessoa poderá fazer? Se você perceber que a dinâmica de grupo não faz sentido algum, é humilhante. Levante-se e vá embora.
As empresas sérias planejam as dinâmicas que serão aplicadas antecipadamente, têm sempre um observador além do dinamizador na sala. Explica-se ao candidato a dinâmica. Pode até não dizer qual o objetivo claro da dinâmica mas o candidato percebe e participa naturalmente. Lembre-se você está sendo avaliado pelo seu desempenho e potencial para aquela oportunidade. Caso não seja o escolhido, não é o fim da sua vida. É uma experiência apenas, mais uma de muitas. 
Mostre o seu melhor e muito sucesso!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Como Manter Sua Empregabilidade em Alta

Já ouviu falar no termo empregabilidade? É uma palavra recente cunhada na última década para designar a capacidade de um profissional em se ajustar as necessidades e exigências do mercado de trabalho. A ideia é que a pessoa se torne empregável em qualquer momento de sua vida, pois que sabemos que raros são hoje os que estarão numa mesma empresa durante toda a sua vida profissional.
O que fazer então? 
A pessoa pode estar desempregada e se manter empregável desde que se preocupe em desenvolver suas habilidades e não espere que ninguém vá cuidar da sua vida profissional senão ela mesma. Somos mesmo responsáveis por nosso percurso.
A auto-observação ou auto-análise é mais uma vez o grande antídoto para nos conhecermos. Então comece já a olhar para dentro de si e responder com honestidade:

  • O QUE VOCÊ QUER? 
  • QUAIS SEUS OBJETIVOS?
  • QUAL O SEU MAIOR SONHO?
Estas perguntas abrirão um portal para que se busque ferramentas necessárias para se chegar onde se almeja. Mesmo que não possam ser concretizados no exato momento, lhe darão clareza e um direcionamento para você chegar onde quer.
Outras questões importantes para se interrogar sobre sua empregabilidade, tens estudado sobre algum tema de seu interesse? Tem aproveitado que não está a trabalhar para ler e se atualizar? Pare de arrumar desculpas se não tem feito isso. Hoje com o advento da internet e a facilidade de conseguir livros online (os já conhecidos  e-books gratuitos) que facilitam a vida de quem quer se manter atualizado e não custam nada mesmo, é muito boa essa facilidade. Caso prefira ler o livro em papel, que tal se associar na biblioteca próxima da sua casa? É um novo mundo que se descortina, ler no ambiente de uma biblioteca ou se preferir levar ara casa por até 15 dias ou mais. 
Outra dica é pedir a ajuda de um amigo que lhe indique ou empreste livros interessantes que venham a ajudá-lo com sua empregabilidade. 
Não perca seu precioso tempo por horas a fio nas redes sociais ou a ver TV. Desconecte-se e vá cuidar da sua vida.
Faça cursos de atualização em sua área de atuação ou faça novos cursos em uma área por exemplo que gostaria de trabalhar. Mais uma vez o fator dinheiro terá um peso, só que mais uma vez a internet vem contribuir para que as desculpas virem pó, pois existem centenas de cursos online a borla(como dizemos cá em Portugal) o famoso curso grátis, ou com custo reduzido e com excelente qualidade. Não são apenas os cursos em escolas de renome que contarão para  sua vida profissional. 
Participe de encontros de associações de classe, workshops, palestras, mini cursos onde terá a oportunidade de conversar com outras pessoas que poderão ajudá-lo com alguma dica importante. Saia da toca, não fique isolado, esse é o momento de reativar sua rede de contatos que já falei em um post anterior. 
Pesquise blogs que abordem temas de seu interesse, se inspire e crie o seu blog, conte sua experiência para o mundo.
Não se transforme numa vítima, naquele ser que a vida foi injusta, ingrata e que todas as coisas negativas lhe aconteceram e agora resta apenas a compaixão do mundo por sua terrível situação. Observe-se com coragem e reaja se anda se comportando assim. Mude de atitude. Busque ajuda de um Coach ou de Psicólogo, caso veja que está a agir assim.
JAMAIS se acomode numa situação, por exemplo, a pessoa trabalha numa mesma empresa há muitos anos e considera que nunca será despedida e por isso não tem  que estudar ou se atualizar, afinal tem a confiança dos diretores, ou no caso de trabalhar numa empresa familiar dos donos. Ledo engano tudo pode mudar e mais rápido do que se imagina. Não caia nesse encanto.
Muitas vezes quando alguém está desempregado ou a muito tempo fora do mercado de trabalho considera que seu mundo acabou, que não há nada mais a ser feito. Claro que não é verdade, mas bastará um primeiro passo e esse só poderá ser dado pela própria pessoa, não há ninguém que poderá fazê-lo em seu lugar.
Se prepare, estude não porque o "mercado de trabalho" necessita de pessoas atualizadas, faça porque quer estar atualizado, porque faz parte do seu ser querer crescer, evoluir, se melhorar.
Existe uma frase de um navegador brasileiro que gosto imenso chamado Amyr Klink que é:
"Pior que não terminar uma viagem é não partir".
Parta para sua viagem pessoal e muito sucesso!
Partilhe connosco sua experiência.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Murar o Medo por Mia Couto

Já disse aqui no blog que Mia Couto é um dos meus escritores favoritos. Sempre lúcido e coerente em tudo o que escreve. Participou nessa Conferência em Estoril em 2011 sobre Segurança e falou algo que me fez refletir MUITO.
O medo... esse que temos enquanto humanos, medo que pode nos paralisar, medo que nos cega. Medo que precisamos enfrentar para vivermos verdadeiramente.
Vale a pena ouvi-lo sempre. Assistam o vídeo de 7 minutos ou leia na íntegra o que nos fala o Mia Couto.



Murar o medo – Mia Couto
O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demónios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem, servindo como agentes da segurança privada das almas. Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambientes que reconhecemos. Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura, do meu território.

O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura, algo me sugeria o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.

No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional: os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência do país, e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo. Os chineses abriram restaurantes junto à nossa porta, os ditos terroristas são governantes respeitáveis e Karl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência.

O preço dessa construção [narrativa] de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo cometeram-se as mais indizíveis barbaridades. Em nome da segurança mundial foram colocados e conservados no Poder alguns dos ditadores mais sanguinários de que há memória. A mais grave herança dessa longa intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos.
A Guerra-Fria esfriou mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo, a Oriente e a Ocidente. E porque se trata de novas entidades demoníacas não bastam os seculares meios de governação… Precisamos de intervenção com legitimidade divina… O que era ideologia passou a ser crença, o que era política tornou-se religião, o que era religião passou a ser estratégia de poder.

Para fabricar armas é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos é imperioso sustentar fantasmas. A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. Para enfrentar as ameaças globais precisamos de mais exércitos, mais serviços secretos e a suspensão temporária da nossa cidadania. Todos sabemos que o caminho verdadeiro tem que ser outro. Todos sabemos que esse outro caminho começaria pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e do outro lado, aprendemos a chamar de “eles”.
Aos adversários políticos e militares, juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade é imprevisível. Vivemos – como cidadãos e como espécie – em permanente situação de emergência. Como em qualquer estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade deve ser suspensa.

Todas estas restrições servem para que não sejam feitas perguntas [incomodas] como, por exemplo, estas: porque motivo a crise financeira não atingiu a indústria de armamento? Porque motivo se gastou, apenas o ano passado, um trilião e meio de dólares com armamento militar? Porque razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadaffi? Porque motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça?

Se queremos resolver (e não apenas discutir) a segurança mundial – teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes. Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que sejam precisos pretextos de guerra. Essa arma chama-se fome. Em pleno século 21, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fracção muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo.

Mencionarei ainda outra silenciada violência: em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi ou será vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida… A verdade é que… pesa uma condenação antecipada pelo simples facto de serem mulheres.
A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome, e como militares sem farda deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e de discutir razões. As questões de ética são esquecidas porque está provada a barbaridade dos outros. E porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência nem de ética nem de legalidade.

É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. A chamada Grande Muralha foi erguida para proteger a China das guerras e das invasões. A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente, morreram mais chineses construindo a Muralha do que vítimas das invasões do Norte. Diz-se que alguns dos trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção. Esses corpos convertidos em muro e pedra são uma metáfora de quanto o medo nos pode aprisionar.

Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos. Mas não há hoje no mundo muro que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente… Citarei Eduardo Galeano acerca disso que é o medo global:

“Os que trabalham têm medo de perder o trabalho. Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho. Quem não têm medo da fome, têm medo da comida. Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas, as armas têm medo da falta de guerras.”
E, se calhar, acrescento agora eu, há quem tenha medo que o medo acabe.
Mia Couto

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dia do Voluntário


(Imagem retirada de: http://www.flickr.com/photos/edvolunteers/4904809339/sizes/m/in/photostream/ )

Dia 28 de Agosto é o Dia Nacional do Voluntariado. Desde 1985, a data é comemorada no Brasil. O dia Internacional do Voluntariado é 5 de dezembro, data oficializada pela ONU(Organizações das Nações Unidas).
Não poderia deixar de falar dessa data tão significativa para mim. Como recebi alguns e-mails me perguntando se eu não postaria nada no blog, decidi escrever mesmo já estando em setembro. Nunca é tarde para divulgar o bem e afinal é um tema que estou amplamente envolvida desde que era muito jovem.
Algumas considerações são necessárias serem feitas. Quem faz voluntariado é mais feliz, se sente integrado com a vida, aprende que empregar parte de seu tempo em prol de uma causa ou em favor do próximo te torna mais humano. Numa sociedade que preconiza o egoísmo, o hedonismo, o individualismo exacerbado, ser voluntário dá um afago no coração.

Quando fazemos o bem ao próximo, o maior beneficiado somos nós próprios, duvida? Eu tenho certeza por experiência própria e por muitas vezes conversar com companheiros de causa sobre o tema que chegaram a mesma conclusão. Ao final de um dia depois de fazer trabalho voluntário, a gente se sente leve, com a sensação de dever cumprido. Faz bem fazer o bem.


Se nos questionarmos sobre qual o sentido da vida, por que estamos nesse mundo? Podemos chegar a diversas conclusões, mas que só os ganhos materiais não bastam. Ganhar dinheiro, ter um bom emprego, um cargo elevado, viajar, passear, é tudo muito bacana, atinge em cheio as necessidades materiais e nosso ego. Só que as necessidades que não são aplacadas com bens materiais ficam como? Se tudo se resumir a vida material, fica o chamado vazio existencial e tudo o mais perderá o sentido. Porque estamos nessa vida para sermos úteis, porque uma causa nobre nos completará.

Por que então se busca uma atividade voluntária se não se ganha remuneração financeira por isso? Talvez porque inúmeras pessoas estejam infelizes com seus trabalhos remunerados...

Uma pesquisa realizada pela empresa Right Management no Brasil, sobre felicidade no trabalho concluiu que dos 5685 entrevistados, 48% diziam não estarem felizes no trabalho. Dados obtidos no site http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/07/pesquisa-mostra-que-48-das-pessoas-estao-infelizes-no-trabalho.html

É terrível constatar isso, pois é no trabalho remunerado onde a maioria das pessoas passa grande parte do seu dia, faz horas extras, trabalha finais de semana, traz trabalho para casa e não consegue ver sentido para sua vida.

Onde entra o trabalho voluntário nessa vida já tão atribulada? Em poder escolher o que se quer fazer, onde se quer fazer, nas horas que pode fazer, com quem se quer fazer. Porque dará sentido a vida, o tal prazer de ser útil.
Claro que é muito importante a pessoa encontrar sentido para sua atividade profissional, seja ela qual for. Sempre há uma outra opção na vida e nada é para sempre. Mesmo que o momento profissional não seja o sonhado, busque opções, procure alternativas pois há. Aliando o trabalho voluntário a pessoa poderá descobrir talentos que desconhecia.

Uma outra pesquisa mostra que existem hoje no Brasil 42 milhões de voluntários e esse número pode aumentar ainda mais. Pois muitas pessoas querem fazer voluntariado e não sabem onde. Me lembro quando ainda cursava a universidade tive uma disciplina chamada "Responsabilidade Social" que nos apresentava o desafio que futuros gestores de recursos humanos, tinham em mobilizar os trabalhadores, os fornecedores e a comunidade em geral para atuarmos como agentes ativos nas atividades sociais. Pois afinal existe um passivo social- ambiental que os governantes não dão conta. Muitos podem dizer, "isso não é problema meu, é do governo" e vamos terceirizando nossas responsabilidades. Sim é problema de todos.

Lembro-me de Betinho na Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, "Quem tem fome tem pressa", não dava para ficar a espera dos governantes...e ele agiu e mobilizou o país nessa luta.

O voluntariado ainda hoje encontra seguidores nas religiões, em grande parte nas espirituais e não só. Só que já há grupos de pessoas éticas que não professam credo algum, que se mobilizam por causas nobres e éticas e isso tem um peso muito grande nessa nossa sociedade.

Não dá para evoluir espiritualmente sem pensar no próximo e no mundo em que vivemos.
Se faz necessário se engajar, se envolver, nas causas do bem, se esperamos por um mundo melhor, faça sua parte. É uma questão de cidadania.

É fácil se deixar levar pelo desânimo, se nos ligarmos aos noticiários diários onde nos inundam por notícias de guerras, fome, crise, depressão, desemprego, miséria e uma avalanche de emoções negativas, não levantamos da cama. Onde entra o voluntariado nisso tudo? Se você se engaja numa causa nobre, não que a pessoa ficará imune a tristeza, mas tem grande chance de melhorar, pois a pessoa que pratica o voluntariado se sente útil, colaborando, trocando com outras pessoas que estão unidas pela mesma causa, além de fortes vínculos de amizade que daí surgem.

Portugal vive esse momento de crise econômica e o que mais se vê são pessoas praticando voluntariado. Um dado interessante o Banco Alimentar Contra a Fome, este ano arrecadou mais alimentos que todos os anos anteriores, mais voluntários se juntaram a causa. As dificuldades fazem com que as pessoas se moblilizem.
Tive a oportunidade de participar aqui de ações de voluntariado, fiz uma formação sobre o tema e cada dia aprendo mais e mais com o voluntariado aqui. Levarei essa experiência e vivência para voluntariado do Remanso Fraterno quando lá estiver.

Meu convite é descubra algo que te toque, se envolva, o mundo precisa de AÇÃO e GENEROSIDADE. PRATIQUE ISSO, FAZ BEM!!!
Algumas sugestões de Instituições que você pode se inscrever, ver o que mais gosta de fazer, onde pode ajudar, que horas consegue doar seu tempo.
Tem muita gente que precisa de sua ajuda e muita gente querendo ajudar.

http://www.voluntarios.com.br/

http://voluntarios.org.br/

Em Portugal temos os sites onde a pessoa pode se inscrever para atuar em sua região. Lembrando que esse ano é o Ano Europeu de Voluntariado. Participe. Vale a pena!

http://www.voluntariado.pt/

http://www.bolsadovoluntariado.pt/

http://www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.detalhe_area?p_cot_id=5157&p_est_id=11146&p_resultado_a_mostrar=1&p_resultados_por_pagina=30



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Livro: Leve seu Gerente ao Cinema - Filmes que Ensinam


O que a área de Recursos Humanos tem a ver com cinema? Tudo. Não à toa existem tantos filmes com o tema demissão, downsizing, recrutamento & seleção, ética, treinamento, empreendedorismo, responsabilidade social muito mais.
Para os apaixonados pela sétima arte, o cinema tem um lado terapêutico, uma forma de expressão que consegue nos fazer refletir, trazer novas ideias para um tema que se fossemos apenas pensar de forma literal não chegaríamos a uma conclusão criativa para enxergar um outro lado de uma questão. Quantas vezes ao assistir um filme conseguimos nos transportar e repensar sobre a questão sobre um outro prisma?

O livro Leve Seu Gerente ao Cinema traz em cada página o roteiro de filmes clássicos e atuais para serem debatidos na empresa, na família, sozinho ou acompanhado. A autora Myrna Silveira Brandão consegue fazer isso com um brilhantismo ímpar.
É um livro é essencial para quem trabalha com pessoas, são filmes para a VIDA.
Recomendo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Divulgando 1º Ciclo de Narrativas: O(s) Lugar(es) do Vocacional


Lá estarei. Imperdível!
O Serviço de Consulta Psicológica de Orientação Vocacional ao Longo da Vida, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, está a organizar a primeira edição de um Ciclo de Narrativas subordinado ao tema "O(s) Lugar(es) do Vocacional".

A realizar no dia 29 de Abril de 2011, o evento assume-se como uma oportunidade de questionamento e de desafio a especialistas, académicos e profissionais, para a discussão sobre as possibilidades de intersecção e de comunicação potencialmente identificáveis entre a problemática vocacional - aqui, sobretudo, entendida como expressão da necessidade humana de definir e ocupar um lugar próprio no mundo - e temas de específicos de outros domínios de conhecimento e de intervenção.

Da programação do Ciclo de Narrativas consta a realização de duas mesas redondas e quatro pa inéis temáticos, distribuídos pela manhã e pela tarde do dia do evento, distribuídos pela manhã e pela tarde do dia do evento, a dinamizar, respectivamente, em função da reflexão em torno de duas questões principais:

1. Como poderá o vocacional ser tematizado e enquadrado no âmbito e cruzamento das visões teóricas de distintas áreas disciplinares?

2.De que modo a dimensão vocacional se manifesta na prática de profissionais de diferentes domínios e que resposta dão ou poderiam dar à especificidade das solicitações com ela relacionadas?


Tanto os especialistas das mesas redondas como os profissionais representados nos painéis foram criteriosamente escolhidos para que o evento corresponda aos objectivos de qualidade que estabelecemos para o mesmo.

Graças à receptividade das pessoas contactadas, conseguimos assegurar a presença de um naipe de convidados que só raramente será possível reunir num mesmo encontro.

Para cada um dos painéis temáticos está ainda confirmada a presença de uma pessoa que irá testemunhar ao vivo aspectos do seu percurso profissional e de vida que reflictam o impacto dos factores associados à temática do respectivo painel.

A cada painel estará, portanto, associado um caso real exemplificativo das
dimensões que virão a ser objecto de discussão pelos restantes convidados.
Trata-se de casos e narrativas marcantes e surpreendentes!

Painel 1: Educação e Formação - Caso Odete: Um exemplo de sucesso do programa Novas Oportunidades

Painel 2: Justiça e Apoio Social - Caso Esmeralda: O processo de reinserção social de uma ex-toxicodependente

Painel 3: Saúde e Reabilitação - Caso Bento: A história das conquistas
profissionais e não profissionais de um tetraplégico

Painel 4: Emprego e Negócios - (a anunciar): A experiência de criação do próprio emprego e o investimento num projecto empreendedor

O 1.º Ciclo de Narrativas dirige-se a estudantes e profissionais de todas as
áreas formativas e profissionais.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Currículo digital e perfil na web facilitam processos de seleção

Fonte: Valor Online

Que o currículo em papel está praticamente extinto não é novidade. Enviá-lo a uma empresa para se candidatar a uma vaga soa hoje quase tão ultrapassado quanto usar os termos "holerite" e "bilhete azul". Toda grande corporação passou a oferecer em seu site a opção de cadastro de currículos e de candidatura às vagas anunciadas - quase sempre o sistema é terceirizado, desenvolvido por uma empresa especializada. "O currículo digital facilitou o trabalho de seleção dos departamentos de recursos humanos e aumentou as possibilidades para que um profissional encontre quem valorize seus atributos", diz o gerente de marketing da Vagas Tecnologia, Luís Testa.

A Vagas tem cerca de 1.300 empresas clientes, incluindo 45 das 100 maiores corporações brasileiras. No site central, o vagas.com.br, quem está à procura de emprego pode cadastrar o currículo e checar, gratuitamente, as oportunidades disponíveis. A empresa administra mais de 4 milhões de cadastros no site geral e outros 44 milhões nos bancos de dados exclusivos de cada cliente. O negócio tem se mostrado tão promissor que a Vagas deve dobrar o número de funcionários neste ano - de 80 para 150 - e conseguiu multiplicar por quatro o faturamento desde 2007, passando de R$ 3,3 milhões para R$ 13,3 milhões em 2010. A receita se origina dos contratos de licenciamento para uso do software de cadastro e gestão de currículos. Uma das novidades, oferecida às parceiras a partir do final de 2010, é um software que publica automaticamente no Twitter oficial da empresa interessada cada nova vaga anunciada por ela.

A substituição do papel pela versão digital não elimina os preceitos básicos de um bom currículo - sintetizar, de forma organizada e clara, os principais dados pessoais, profissionais e educacionais do candidato a um emprego. Curiosamente, no entanto, o uso da tecnologia está trazendo de volta alguns aspectos tradicionais. Um deles é a possibilidade de incluir informações que vinham sendo descartadas diante da orientação geral de produzir documentos sucintos, de no máximo três páginas, pois ninguém teria tempo para ler mais do que isso.

Outro aspecto que voltou a ser valorizado nos currículos são as indicações de pessoas que já trabalharam com o profissional, tanto como superiores quanto como pares. "Um currículo precisa ser sóbrio, e não autopromocional. Muito mais apropriado do que dizer que 'faz e acontece' é incluir o contato de três ou quatro boas referências, de preferência relacionadas aos dois últimos empregos", diz o diretor de operações da Robert Half no Brasil, William Monteath. A consultoria oferece em seu site modelos de currículos virtuais.

Muitos profissionais estão empenhados em tirar proveito da internet. Por enquanto é uma postura mais encontrada entre aqueles que trabalham com TI, mas a tendência é que essa preocupação se amplie gradualmente para as demais áreas. Keith Matsumoto, 30 anos, analista de inteligência de mercado da Alog Data Centers, uma provedora de infraestrutura de TI, fez a "lição de casa": criou um site em que trata de assuntos profissionais, estruturou um perfil sóbrio no LinkedIn e não dá derrapadas nos demais sites de relacionamento dos quais participa. "A internet é o mais público de todos os lugares, porque é vigiada por milhões de pessoas, 24 horas", diz. O esforço foi recompensado há um ano e meio, quando a Alog chegou a ele justamente fazendo pesquisas pela rede. A mesma estratégia está sendo adotada pela empresa para preencher as 40 vagas em aberto - com 410 funcionários neste momento, a Alog vem apresentando crescimento na receita em torno de 20% ao ano. "Fazer sondagens de perfis na internet se tornou parte da nossa rotina aqui no RH. Estamos sempre à procura de profissionais antenados", diz a coordenadora de treinamento, Fernanda Oliveira.


Maurício Oliveira | Para o Valor, de São Paulo


sexta-feira, 11 de março de 2011

Palestra Gestão de Conflitos na Universidade Católica Portuguesa

Gentemmm,

Recebi o convite para fazer duas palestras sobre "Gestão de Conflitos no Mundo do Trabalho" na Universidade Católica Portuguesa do Porto, nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2011 para os alunos do último ano do Curso de Enfermagem.
Foram momentos de grande troca de experiência, aprendizagem e muita alegria. Adorei!
Foi muito enriquecedor conhecê-los. Espero muito em breve vê-los atuarem no mercado de trabalho.
Agradeço imenso a Profª Aida Fernandes, ao Renato da Associação de Alunos da UC, à TODOS os alunos que participaram da Palestra e a Profª Angela Escada.