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terça-feira, 22 de maio de 2012

Como Manter Sua Empregabilidade em Alta

Já ouviu falar no termo empregabilidade? É uma palavra recente cunhada na última década para designar a capacidade de um profissional em se ajustar as necessidades e exigências do mercado de trabalho. A ideia é que a pessoa se torne empregável em qualquer momento de sua vida, pois que sabemos que raros são hoje os que estarão numa mesma empresa durante toda a sua vida profissional.
O que fazer então? 
A pessoa pode estar desempregada e se manter empregável desde que se preocupe em desenvolver suas habilidades e não espere que ninguém vá cuidar da sua vida profissional senão ela mesma. Somos mesmo responsáveis por nosso percurso.
A auto-observação ou auto-análise é mais uma vez o grande antídoto para nos conhecermos. Então comece já a olhar para dentro de si e responder com honestidade:

  • O QUE VOCÊ QUER? 
  • QUAIS SEUS OBJETIVOS?
  • QUAL O SEU MAIOR SONHO?
Estas perguntas abrirão um portal para que se busque ferramentas necessárias para se chegar onde se almeja. Mesmo que não possam ser concretizados no exato momento, lhe darão clareza e um direcionamento para você chegar onde quer.
Outras questões importantes para se interrogar sobre sua empregabilidade, tens estudado sobre algum tema de seu interesse? Tem aproveitado que não está a trabalhar para ler e se atualizar? Pare de arrumar desculpas se não tem feito isso. Hoje com o advento da internet e a facilidade de conseguir livros online (os já conhecidos  e-books gratuitos) que facilitam a vida de quem quer se manter atualizado e não custam nada mesmo, é muito boa essa facilidade. Caso prefira ler o livro em papel, que tal se associar na biblioteca próxima da sua casa? É um novo mundo que se descortina, ler no ambiente de uma biblioteca ou se preferir levar ara casa por até 15 dias ou mais. 
Outra dica é pedir a ajuda de um amigo que lhe indique ou empreste livros interessantes que venham a ajudá-lo com sua empregabilidade. 
Não perca seu precioso tempo por horas a fio nas redes sociais ou a ver TV. Desconecte-se e vá cuidar da sua vida.
Faça cursos de atualização em sua área de atuação ou faça novos cursos em uma área por exemplo que gostaria de trabalhar. Mais uma vez o fator dinheiro terá um peso, só que mais uma vez a internet vem contribuir para que as desculpas virem pó, pois existem centenas de cursos online a borla(como dizemos cá em Portugal) o famoso curso grátis, ou com custo reduzido e com excelente qualidade. Não são apenas os cursos em escolas de renome que contarão para  sua vida profissional. 
Participe de encontros de associações de classe, workshops, palestras, mini cursos onde terá a oportunidade de conversar com outras pessoas que poderão ajudá-lo com alguma dica importante. Saia da toca, não fique isolado, esse é o momento de reativar sua rede de contatos que já falei em um post anterior. 
Pesquise blogs que abordem temas de seu interesse, se inspire e crie o seu blog, conte sua experiência para o mundo.
Não se transforme numa vítima, naquele ser que a vida foi injusta, ingrata e que todas as coisas negativas lhe aconteceram e agora resta apenas a compaixão do mundo por sua terrível situação. Observe-se com coragem e reaja se anda se comportando assim. Mude de atitude. Busque ajuda de um Coach ou de Psicólogo, caso veja que está a agir assim.
JAMAIS se acomode numa situação, por exemplo, a pessoa trabalha numa mesma empresa há muitos anos e considera que nunca será despedida e por isso não tem  que estudar ou se atualizar, afinal tem a confiança dos diretores, ou no caso de trabalhar numa empresa familiar dos donos. Ledo engano tudo pode mudar e mais rápido do que se imagina. Não caia nesse encanto.
Muitas vezes quando alguém está desempregado ou a muito tempo fora do mercado de trabalho considera que seu mundo acabou, que não há nada mais a ser feito. Claro que não é verdade, mas bastará um primeiro passo e esse só poderá ser dado pela própria pessoa, não há ninguém que poderá fazê-lo em seu lugar.
Se prepare, estude não porque o "mercado de trabalho" necessita de pessoas atualizadas, faça porque quer estar atualizado, porque faz parte do seu ser querer crescer, evoluir, se melhorar.
Existe uma frase de um navegador brasileiro que gosto imenso chamado Amyr Klink que é:
"Pior que não terminar uma viagem é não partir".
Parta para sua viagem pessoal e muito sucesso!
Partilhe connosco sua experiência.

domingo, 20 de maio de 2012

Quem é Você?

Sabe com quem você está falando?
É uma frase que pode vir de pessoas diversas, geralmente com altos cargos na vida pública,na empresa ou porque é filha de alguém "poderoso". Chamamos isso de "carteirada". É como se a pessoa esquecesse quem ela é realmente e assumisse o papel de algo que ela faz ou está(pode ser um cargo numa empresa)temporariamente.
Muitas vezes essas pessoas esbravejam com as outras, humilham, se exaltam e o que na verdade elas estão a fazer é mostrar como se sentem mal consigo próprias. Querem impressionar aos gritos, pela força, pois não conseguem por vias normais.
Não é difícil encontrar essas mesmas pessoas no ambiente de trabalho a fazerem o mesmo. Pode ser aquele chefe tirânico, um colega de trabalho mais agressivo, arrogante ou será que você age assim?
Às vezes esquecemos de quem somos ou ainda não descobrimos, então fica confuso, difícil lidar com o outro, se sequer sabemos lidar com a gente mesmo.
Esse desconhecimento de quem se é de verdade, na essência, faz com que alguém aja dessa forma. O bom de tudo  é saber que se pode mudar, basta se conhecer, se observar e ver onde estão os pontos que precisarão ser reparados, ajustados e modificados. Olhe para si próprio e comece hoje a modificar o que precisa ser mudado no seu comportamento.
Este vídeo do brilhante filósofo e educador  Mário Sérgio Cortella, que tive a oportunidade de conhecer em 2002 no Congresso de Recursos Humanos no Rio de Janeiro e de quem sou fã de carteirinha aborda o tema com brilhantismo.
Afinal é importante aprender a lidar com pessoas assim na vida diária. Temos então a oportunidade de refletirmos sobre o tema e compreender mais sobre nós próprios e melhorar nossa relação connosco e consequentemente com o mundo.

sábado, 19 de maio de 2012

Reclamar e Agir

Você já conviveu com pessoas que reclamam sistematicamente de tudo? Pode ser que seja um familiar, um colega de trabalho ou quem sabe até você mesmo. Então sabe o quanto é horrível ser ou estar próximo de alguém que apenas reclama, esbraveja, desabafa, grita mas em termos práticos continua a agir da mesma forma que sempre agiu.
Qual o primeiro passo para a mudança? 
Se a pessoa que vive a reclamar for você, comece por fazer um exercício de auto-observação profundo. Perceba se reclama de tudo ou de apenas algumas coisas que considera intoleráveis. Anote quais são as coisas que mais o incomodam, proponho que durante um dia desde o momento que despertar da cama comece a anotar TODAS as coisas que o fazem reclamar. Aumente o tempo e chegue aos 7 dias. Faça uma tabela com situações típicas que lhe ocorrem. Após essa detalhada observação consigo próprio, veja o que despoleta(desperta) as reclamações. É possível que perceba que suas queixas sistemáticas sejam olhadas agora de frente e você inicie o processo de mudança, por você e pelos outros. 
Quando digo por você mesmo, é porque o maior beneficiado quando a gente toma consciência de alguma coisa e muda, faz alguma AÇÃO,  somos nós mesmos e de quebra quem convive connosco acaba por ser influenciado e poderá mudar pelo exemplo(se quiser é claro).
Observe a pessoa que reclama sistematicamente, ela se queixa do clima se está sol, é porque fica quente demais...Se está frio, é porque está muito frio... Se está a chover é porque está muito molhado. Admito não gosto de tempo chuvoso e muito menos de frio. O que significa frio abaixo de 15ºC e calor em torno de 40ºC e começava a reclamar. Não vou ficar floreando, falando bonito aqui no blog e dizer que não reclamo mais. Já reclamei MUITO, MUITO, MUITO(assim imensas vezes) não sou um ser perfeito e com isso fiz sofrer e sofri muito por conta desse comportamento/vício/hábito. Ainda reclamo hoje muito menos do que há uns 6 meses atrás(momento em que caiu a ficha) que eu era uma reclamona de mão cheia.
O que era a fonte da minha reclamação? Perceber que não podia mudar uma situação que eu queria que fosse de um determinado jeito. Do meu jeito, é verdade. Sabe tipo querer controlar o clima? Quem achava que era? Deus? O que isso indica? Uma boa dose de perfeccionismo, orgulho, desconhecimento de si própria e claro querer controlar TODAS as coisas e situações. 
A tomada de consciência que existe alguns vícios mentais (que todos temos bem verdade), cada um ao seu modo, me fez perceber qual era o meu, reclamar. Perceber que apesar de ser uma pessoa agradável, ter consciência dos meus pontos positivos não eram suficientes para viver num muro de lamentações, no papel de vítima inconsciente das circunstâncias. Não que esteja 100% curada, mas hoje quando começo a ver que estou reclamando, paro, olho, observo o comportamento. Sou humana e logo em seguida que vem a reclamação, mudo o foco e começo a AGIR para ver o que pode ser alterado, passo para a busca da SOLUÇÃO e da AÇÃO.
O ciclo da reclamação é um vício tão perigoso como ser viciado em drogas. Parece exagero? Não é. Pode acontecer a melhor situação na sua vida, você pode ter uma pessoa fantástica ao seu lado(lembre-se que ela não é perfeita), o melhor emprego do  mundo(com suas qualidade e defeitos que todos têm), a companhia de amigos queridos(não são perfeitos), o dia pode estar de sol e céu azul sem uma nuvem, ah! mas... Tem sempre um mas... Observe isto.
A pessoa pode fazer o levantamento das suas reclamações, perceber esses pontos mas se não fizer nada para MUDAR, ou seja, não AGIR é como se não tivesse feito nada.
A primeira mudança é interior, ocorre no íntimo. Pensamento e Ação estão coladinhos. Não há como dissociar um do outro.
Então você fez a lição de casa, iniciou seu processo de mudança interior e mental mas tem aquele colega chato ou o familiar (pai, filho, esposa, marido, etc) que não muda. O que há de se fazer? Não podemos modificar os outros, podemos dar um toque, falar olha você percebe que age assim? A pessoa pode até ficar chateada, mas ao menos saberá que está tendo um comportamento que não é o mais adequado. 
No trabalho, num momento de feedback, pode ser apontado. Esse é um item que deve ser abordado para que a pessoa possa operar a mudança.
Se a pessoa tomar consciência de que reclama muito passará a ser mais grato por tudo chuva, sol, calor, frio até as situações que nos acontecem. Vemos a vida com outros olhos com óculos coloridos apesar do que ocorra. Não é uma tarefa fácil pois exigirá auto-observação constante, disciplina dos pensamentos e muita AÇÃO. Não espere mais, comece hoje mesmo a fazer sua mudança interior. Valerá a pena!
Vou lembrar aqui da frase de Gandhi:
  "Seja a mudança que espera ver no mundo" 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

As 10 Perguntas Mais Comuns Nas Entrevistas de Emprego

O que o entrevistador quer saber do candidato numa entrevista de emprego? 
Atire a primeira pedra quem não trocaria tudo por saber o que realmente passa na cabeça de quem entrevista alguém. Mais uma vez falarei pela minha experiência como Entrevistadora/Consultora de Recursos Humanos e Coach. 
As perguntas numa entrevista de emprego  de modo geral giram em torno de querer conhecer mais aquela pessoa que está na nossa frente. Saber se o que está no currículo condiz com a verdade daquele ser humano e que poderá vir a fazer parte da equipa de trabalho (ou equipe como se diz no Brasil).
É um momento de mútua análise. É muito importante que o entrevistador  não seja subjetivo nas suas percepções e de deixe de lado seus pré-conceitos, pois se vai entrevistar alguém pensando de antemão, que não gostou da pessoa pois parece antipático, esnobe ou o contrário se se deixa impressionar apenas pela aparência, algo como ela/ele se veste bem, é tão simpática, tão bonita(o). Se isso ocorre estou apenas julgando pelas minhas percepções sem dar espaço a verdade. 
A postura do selecionador é sim de análise, mas o candidato também precisa analisar para onde poderá estar indo passar grande parte da sua vida.
Se o candidato vai para a entrevista sem se preparar minimamente com sua apresentação pessoal corre o risco sim de ser mal interpretado. Mas será que ele não seria um bom funcionário por isso? Não duvido, mas há um peso na apresentação pessoal e isso ninguém  pode negar, são aqueles segundos que farão com que quem está a avaliar coloquem numa espécie de check list um ponto negativo para este quesito. É como num desfile ou num concurso há uma pontuação para cada item e não é diferente numa entrevista. O que digo é que não pode ser só isso, bem como não podemos julgar um currículo pelas palavras bonitas que lá estão, que podem nem terem sido escritas pelo candidato que por sua vez pode ter pago a alguém para elaborar o currículo para ele ou apenas foi na internet e pegou um modelo de currículo pronto e como tinha palavras chaves de impacto a pessoa copiou e nem sequer sabe o que significa, mas achou que chamaria a atenção. Há que se ter consistência e coerência com o que se apresenta ser com o que se é de verdade.
Um bom selecionador/entrevistador fará perguntas com consistência que consigam mostrar a personalidade, competências, habilidades e atitudes do candidato, o chamado CHA, tão falado na área de Recursos Humanos. Mas muitos podem se perguntar, em 1 hora de entrevista dá para saber tudo isso?  Não. Seria muita pretensão. Por isso em muitos casos o processo de seleção pode ter várias fases. Há um porém, dependendo do cargo também dá para ter uma visão geral do CHA nessa entrevista de 1 hora e não é preciso se estender mais.
As perguntas mais comuns numa entrevista de emprego são:
1) Fale um pouco sobre quem é você.
2) Por que devemos te contratar?
3) Quais suas maiores qualidades ou pontos fortes?
4) Quais seus maiores defeitos ou pontos fracos?
5) Quais suas perspectivas para os próximos 5 anos?
6) Quais suas maiores conquistas profissionais?
7) Qual o motivo de saída do seus empregos anteriores?
8) Como você lida com pressões e prazos definidos? Fale de alguma experiência que tenha vivenciado isso.
9) O que costuma fazer quando não está trabalhando? Tem algum hobbie?
10) Quais suas reais motivações em querer trabalhar nessa empresa?
Pense bem em cada uma dessas questões e faça um exercício,anote essas perguntas e responda-as intimamente, reflita sobre o que pensa a respeito, o que quer, se faz sentido para você, se já tinha pensado sobre cada uma delas. Analise seu currículo, faça um balanço das suas competências. 
Perceba que essas perguntas nada mais são do que uma avaliação do seu percurso pessoal e profissional. 
Num próximo post vou comentar cada uma dessas perguntas, se quiser me escreva para saber mais informações sobre como se preparar para uma entrevista de emprego.
Desde já muito sucesso em suas próximas entrevistas!









quinta-feira, 17 de maio de 2012

Retorno ao Mercado de Trabalho

Os motivos para alguém  ficar afastado do mercado de trabalho podem ser incontáveis, desde uma demissão, a opção por abrir um negócio próprio, o nascimento dos filhos, problemas pessoais das mais diversas ordens tais como um familiar doente ou problemas de saúde da própria pessoa, mudança para o estrangeiro, viagem pelo mundo, tentar uma vaga na vida pública (essa é para os leitores brasileiros que estão a fazer concursos públicos). Motivos não faltam. Isso não configura um problema e não há um tempo específico para ficar fora do mercado de trabalho, apesar do medo que muitos profissionais têm de como explicarão o período que estavam fora, acham que não serão vistos com bons olhos. 
Não é porque alguém esteve afastado das rotinas laborais a ter filhos ou seja lá o motivo que foi esqueceu de suas competências e habilidades e de como é voltar a trabalhar. A vontade de trabalhar falará mais alto a cada um.
O que é importante deixar claro ao profissional é que o mercado de trabalho é bastante exigente  e que o profissional deverá estar atualizado seja em sua formação acadêmica, num idioma, em cursos de atualização que esteja a fazer ou tenha feito e sua experiência profissional anterior, isso contará e muito. 
O profissional que ficou afastado deve ter consciência que pode encontrar dificuldades na sua recolocação, que poderá demorar para conseguir uma vaga a altura do que espera. Será um exercício de autoconhecimento, de muita honestidade consigo próprio em ver onde está, analisar seu percurso profissional  e principalmente ter humildade. Muitas vezes um profissional que era por exemplo Diretor de Recursos Humanos e esteve afastado por alguns anos pode não conseguir uma colocação no mesmo patamar. A pessoa pode colocar o orgulho de lado e aceitar uma vaga de Gerente de Recursos Humanos em vistas a poder ascender na própria empresa. Ela poderá ver a mudança como um retorno ao mercado. Estou a dar o exemplo de um cargo mais estratégico, mas pode acontecer com com qualquer cargo. O que ouvimos muitas vezes é que o profissional mesmo ciente que está defasado perante o mercado quer ocupar uma vaga com salário de topo. Há que se ter bom senso. 
Uma dica preciosa é mantenha sua rede de contactos, a conhecida networking sempre ativa. Não procure as pessoas apenas quando precisar de algo, ative seu capital social. Somos seres interdependentes.

Aproveite enquanto estiver fora do mercado para se atualizar cursos online, presenciais, palestras, congressos, eventos em sua área de atuação. Isto é se manter empregável. 
Lembre-se de marcar um almoço com ex-chefes, com ex-colegas de trabalho, ligue para as pessoas, conte que está desejoso de retornar ao mercado de trabalho, peça indicações. Tenha sempre uma postura profissional, não haja como uma "vítima" de que "precisa" desesperadamente de qualquer coisa. Fale suas reais motivações e peça a colaboração sim da sua rede de contactos, não há vergonha nisso.  
Muito sucesso nesse retorno!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Currículo - Cuidado Mentiras Podem Destruir Sua Carreira

Falar sobre a elaboração do currículo, auxiliar os candidatos com suas dúvidas de como preparar um currículo ideal fazem parte do meu trabalho como Consultora de Recursos Humanos. 
É importante frisar  que dar destaque as suas qualidades, habilidades e competências não significa inventar que fez algo que não fez seja um curso xpto ou exerceu uma função fictícia. Tudo para incrementar e chamar a atenção do selecionador. Não caia nisso, é perigoso e mortal para sua carreira. 
Se quem está a fazer a seleção do currículo tiver experiência e um detector de mentiras afiado, poderá colocá-lo em uma situação terrível e caso não aconteça nada e você for "bem sucedido" com o que contou, poderá ser desmascarado com o passar dos meses e até anos depois, num lindo dia de sol, onde a pessoa que mentiu nem "lembrava" mais do assunto ou achou que ninguém se lembraria mais. Ledo engano, a verdade vem à tona. 
Minha motivação em escrever sobre esse tema mais uma vez aqui no blog foi ter lido que o CEO da Yahoo foi demitido do cargo por possível mentira no currículo. Segundo informações ele que dizia ter feito a faculdade de Ciência da Computação e na realidade tinha concluído apenas Contabilidade.
Quando entrevistando candidatos a uma vaga de emprego, fico atenta ao que a pessoa escreveu no currículo,  mas não só isso, pois é claro que isto pode ofuscar. Se o selecionador não fizer uma entrevista por competências e investigar, pedir exemplos algo no estilo conte-me mais sobre esse tema, conte-me em que ano foi isso (para ver a veracidade dos factos) não observar, olhar, ouvir atentamente e sentir o candidato, pode estar comprando "gato por lebre"(ditado muito comum no Brasil). A pessoa que está na sua frente para ser entrevistada está em sua grande maioria tensa, nervosa, preocupada em ter uma boa performance, só que isto não é suficiente para esquecer de falar a verdade.
Nos inúmeros processos seletivos que já fiz peguei inúmeras mentiras, algumas grandes como um candidato a gerente de marketing que dizia que tinha um MBA feito na Inglaterra, quando na verdade tinha feito um curso de extensão de 3 dias aproveitando que estava de passagem por aquele país, outra que dizia que falava inglês com fluência mas na hora da prova oral, confessou que não tinha, uma que dizia ser formada em Psicologia mas não apresentava o diploma, um que dizia que estava desempregado mas na realidade trabalhava há anos numa empresa, seu eu forçar a memória vou lembrar de tantos que dava para escrever um livro.
Façamos agora uma análise profunda será que seu currículo tem algumas "mentirinhas" supostamente inofensivas? Volto a dizer MUITO CUIDADO pois pode terminar muito mal.
Veja os links de algumas notícias sobre a demissão do CEO da Yahoo.


http://info.abril.com.br/noticias/mercado/yahoo-anuncia-saida-de-ceo-apos-fraude-em-curriculo-13052012-8.shl


http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2012/05/ceo-do-yahoo-pode-ser-demitido-por-erro-no-curriculo.html

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=556627


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Empresas europeias contratam Engenheiros Portugueses

Crise realmente é uma palavra que está associada a Oportunidade, como diz o ideograma chinês. 
Uma Feira que está a decorrer em Lisboa está a contratar engenheiros portugueses que estejam dispostos a imigrarem para países como Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia entre outros. É uma oportunidade de ter melhor qualidade de vida nos melhores países do mundo para viver, sair do desemprego em Portugal, ter perspectiva de progressão de carreira e muito mais.
As empresas que contratam oferecem toda a infra-estrutura necessária para uma efetiva mudança. Existe todo o apoio para levar a família, o necessário para iniciar uma nova vida.
Por que essas empresas estão interessadas nos engenheiros portugueses? 
A formação nas Universidades portuguesas é de excelente qualidade, os profissionais portugueses falam inglês com fluência, trabalham muito bem em equipa e característica principal não são arrogantes. Característica essa que faz a diferença em qualquer ambiente mas no profissional tem um peso maior. 
Aceda o site http://www.noruega.org.pt/News_and_events/Eventos/Feira-de-Emprego-para-Engenheiros/
Aproveitem esta oportunidade, você poderá mudar sua vida.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Entrevista de Emprego - O que não fazer

É um vídeo interessante e muitos podem pensar que trata-se apenas de uma tirada de humor, nada disso. É extremamente corriqueiro presenciar situações como as quais assistirão no vídeo.
Vale a pena conferir e se preparar para não cometer tais gafes!
Assistam e comentem.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dica de Filme Larry Crowne

Larry Crowne pode ser considerado um filme bastante despretensioso, o que não o torna menos importante. É uma comédia romântica, daquelas bem leves e muitos podem estar a pensar o que tem a ver com recursos humanos ou desenvolvimento pessoal, temas que abordo neste blog? Tudo.
A história desenrola-se com Larry Crowne interpretado por Tom Hanks que está perfeito no papel de um funcionário que trabalha numa empresa há muito tempo, que ano após ano é premiado com o título de "funcionário do mês" fazendo jus ao seu duro trabalho e que um belo dia é confrontado com uma reestruturação na empresa (o que é mais comum do que possamos imaginar), o gestor o chama para um "feedback" e diz-lhe que apesar de todo o seu trabalho e anos dedicados, as coisas mudaram e devido as "políticas da empresa" viram que ele não tinha faculdade e que teriam que demiti-lo. É um facto(como dizemos cá em Portugal) também bastante comum. A pessoa dedica-se por anos a fio ao seu trabalho, cai num piloto automático e esquece-se de si própria e não se apercebe da realidade e do seu desenvolvimento pessoal. Pode ser que a pessoa viva isso num casamento e não só numa relação de trabalho. A pessoa "dedica-se" tanto ao outro, que esquece-se de si própria. Mas Larry Crowne aproveita a oportunidade e o qeu poderia virar uma tragédia, trasnforma-se em aprendizado, dá a volta por cima e muda. Muda tudo, volta à Universidade e o restante fica para que assistam ao filme. É divertido, leve, romântico e tem ainda Julia Roberts que é das minhas atrizes americanas preferidas. O melhor do filme? A tomada de consciência que precisava mudar de vida, mesmo que tenha sido depois de uma demissão.
Excelente pedida!
Recomendo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dicas para Entrevista de Emprego

Recebo muitos pedidos de leitores e amigos querendo dicas de como se preparar para enfrentar uma entrevista de emprego.
O que devo falar? O que não falar? O que o selecionador quer saber quando faz certas perguntas?
A entrevista pode iniciar numa ligação que o recrutador faça ao candidato. Ali ele já pode estar pré-entrevistando o candidato, pode falar um pouco da vaga, mas de modo geral, ele quer saber se as informações contidas no currículo são reais, se ele está trabalhando ou não, se possui interesse na vaga em questão. Poucas são as empresas ou consultorias de RH que dão informações sobre salário, benefícios e nome da empresa. Aí muitas pessoas dizem, "o recrutador não me adiantou quase nada". É mais comum do que se pode imaginar. Mas muitas vezes a vaga em questão na empresa X, ainda está ocupada. Então é um processo que corre em absoluto sigilo ou não. Depende do que fica acordado.
A primeira coisa que recomendo é, escute quem ligou, ouça as informações com atenção. Se estiver no trânsito e não puder atender no momento, peça o contato e retorne.
Após ouvir as informações, faça perguntas, como onde fica a empresa, cargo, benefícios, salário, horário de trabalho, como disse anteriormente pode ser que a pessoa não possa falar e dirá que é para o candidato participar de uma entrevista.
Se você conseguir chegar nessa etapa do processo seletivo, saiba que já foi selecionado duas vezes, primeiro pela triagem do currículo e segundo pela entrevista por telefone. Algumas empresas hoje já aplicam provas online, onde o candidato faz até da sua própria casa, ou responde um questionário. Muitas vezes é um processo eliminatório.
Passou por essa fase ou não teve esse processo? Vamos seguir para a entrevista pura:
O candidato deve chegar com um antecedência de uns 10 minutos antes da entrevista. Para dar tempo de se acalmar, pois sabemos que é um processo que gera ansiedade, estando desempregado ou não.
Se o candidato tiver informações sobre qual é a empresa, vá ao site da mesma, pesquise mais. Isso demonstra que você está interessado em saber da empresa onde poderá vir a trabalhar.
Estude seu currículo, lembre-se de informações que não estão mencionadas, mas que sejam relevantes. Faça uma análise do seu percurso profissional.
Seja objetivo nas respostas, não é necessário contar todos os detalhes, fale da sua experiência, ressalte suas qualidades, lembre-se que é na entrevista que "vendemos nosso peixe".
Cuidado para não falar demais.
Nunca fale mal da empresa, dos colegas, do chefe. Já tive perguntas de pessoas que dizem, então eu vou mentir? "Saí da empresa por conta do chefe que me odiava" ou "briguei mesmo, afinal eu tinha a razão". A impressão não é das melhores ao ouvir isso de um candidato. Penso que ele pode ter razão, que a empresa anterior era péssima, mas é importante a gente não sair "metralhando" informações que as vezes não foram pedidas. Eu digo sempre que não existe fórmula certa, resposta certa, pois não sabemos o que o selecionador quer. É subjetivo? O melhor é ter bom senso.
Será que caso você consegue falar sem mágoas do empregador? Consegue ser profissional?
A fórmula do sucesso é ser você mesmo, se conhecer, saber seus pontos fracos e pontos fortes. Trabalhar para o seu aperfeiçoamento.Se fizer tudo e não for o seleciondao para a vaga, é porque algo melhor o espera.
Tenha um pouco mais de paciência e não desista. Você irá conseguir em breve!
Sucesso!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Dica de Livro: Winning Teams Winning Cultures


Ganhei o livro agora neste final de 2011, de um amigo brasileiro(Obrigada Nando!) vive na América há mais de 20 anos e conhece bem a cultura americana, o modo de trabalhar das e nas empresas e me presenteou com um livro que dou a dica. Estou lendo e farei o comentário posteriormente.

Winning Teams Winning Cultures (Equipes vencedoras Culturas vencedoras)
Larry Senn e Jim, Hart


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Trabalho com sotaque

Andei desaparecida do blog MUITO TRABALHO graças à Deus.

É bem interessante a matéria abaixo, aproveito para partilhar.

Retirado na íntegra do site: Canal RH http://www.canalrh.com.br/

Trabalho com sotaque

por Julio Caldeira Ano 2011 - Nº 82 - maio / 2011

Marc Emmanuel Pascal Roger Verwaerde é um francês de sobrenome complicado, sotaque engraçado, 28 anos e morador do “centrão” de São Paulo, onde divide um apartamento com a mulher, também francesa. Desde 2010, Marc trabalha como gerente comercial numa agência de comunicação “100% brasileira” – como faz questão de ressaltar – e tem sob seu comando um time de vendedores brasileiros. Diferenças culturais no dia a dia da empresa? “Não, na verdade”, responde. “Meu departamento é muito racional, baseia-se em retornos de investimentos, melhor desempenho em vendas. Por isso meu relacionamento com a equipe também é muito racional.” E antes que alguém diga que isso seria “muito francês” de sua parte, Marc se defende: “Acho que é mais uma questão do mundo dos negócios do que cultural.”

Adepto do transporte público, o francês vive o cotidiano da cidade – seus problemas, seu trânsito e suas vantagens – como qualquer paulistano. A não ser por uma diferença: Marc tem “prazo de validade”. Ou melhor, seu visto tem. Desde que um dos sócios da agência, um francês naturalizado brasileiro, o convidou para assumir a vaga de gerente, as regras por parte do governo brasileiro foram claras: visto com vinculo empregatício de dois anos, renováveis por mais dois, e só depois disso seria hora de pensar na autorização permanente. “O temporário era o de acesso mais fácil num primeiro momento”, explica Marc. “Para conseguir o permanente [como primeira opção] você tem de investir um montante elevado no Brasil ou ter algum vínculo de família com o país.”
Ou seja, trocar Paris por São Paulo – sim, tem gente que quer – não é tão mais fácil do que o contrário. Por isso, “cerca de 90% dos vistos concedidos pela nossa lei são temporários”, informa o advogado Antonio Cândido França Ribeiro, sócio da Overseas Consultoria, especializada em expatriação. “A imprensa geralmente divulga os números de vistos concedidos, mas não fala que a maior parte deles é temporária. Ou melhor, que cada autorização dessas não quer dizer que a pessoa está efetivamente imigrando para o Brasil, vindo de mala e cuia, para nunca mais ir embora.”

Muita calma nessa hora...

Segundo dados do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), de janeiro a setembro de 2010, foram concedidos 39.057 vistos de trabalho a estrangeiros. Desses, 1.993 foram permanentes. No entanto, de acordo com Cândido, mesmo esse número seria equivalente a processos que antes passaram pelos quatro anos do estágio temporário – no qual está nosso amigo Marc. “A própria natureza desse tipo de autorização no Brasil é de caráter temporário”, esclarece Cândido. “Primeiro por dois anos, prorrogáveis por mais dois e depois se transforma [passa para permanente].”

De acordo com o advogado, ao final dos dois primeiros anos, o governo analisa se tudo o que foi previsto no processo foi cumprido, “isto é, se realmente o salário proposto foi pago, se os encargos foram pagos”, exemplifica. Em seguida, ocorre a prorrogação. Ao final dos quatro anos, somente após uma nova montanha de papéis, carimbos e comprovações é que o “candidato a brasileiro” poderá morar e trabalhar permanentemente aqui... Ou não. “Se você for ver na Constituição e na abertura da Lei do Estrangeiro, lá está claro que esses processos são analisados de acordo com o interesse nacional”, retoma o consultor, dizendo ainda que, à primeira vista, a burocracia assusta. “E, realmente, é preciso justificar tudo e qualificar o pedido para que o CNIg dê uma diretriz ao processo e tome suas resoluções.”

Para 2011

Para o advogado e consultor Antonio Cândido, os setores de telecomunicações e construção civil também aparecem entre os que mais demandam mão de obra especializada estrangeira. Quanto aos países de onde vêm esses profissionais, os Estados Unidos encabeçam a lista de 2010 do CNIg, com 5.891 estrangeiros. Em seguida aparecem as Filipinas, com 4.113 pessoas. A China ocupa o sexto lugar, com 1.782, atrás da Índia, com 2.112. “Quem dita isso é a economia [de cada país]”, comenta Cândido. “Se a filial brasileira de alguma multinacional está a todo vapor, com um desempenho melhor do que a matriz, muitas vezes a empresa acaba transferindo alguém de lá para cá, para não mandar embora, e absorve aqui temporariamente.”

No que diz respeito às previsões para 2011, Cândido afirma que os números devem ser parecidos com os do ano passado. “Mais do que isso só se explodir tudo lá fora”, afirma. “Os números de vinda de estrangeiros estão mais ou menos condizentes com os investimentos feitos.” Opinião da qual compartilha Paulo Sérgio de Almeida: “Em 2010, tivemos um volume de investimento estrangeiro muito grande no país – investimento produtivo, não no mercado financeiro”, analisa. “Em 2011, acreditamos que a curva siga o mesmo ritmo desse volume.”

Que país é este?

Uma vez aqui, os estrangeiros têm de lidar com impasses de natureza cultural. Afinal, por mais globalizado que esteja o mercado – e as culturas internas das empresas sejam as mesmas em todos os cantos do mundo onde elas estejam –, nós estamos longe de ter o comportamento reservado do japonês ou a fleuma do alemão. “Realmente, todo mundo dá uma pequena relaxada no Brasil”, aponta Cândido. “No começo se estranha um pouco aquele jeitinho do brasileiro de ‘passa amanhã que talvez esteja pronto’ e daí não está.” No entanto, o francês Marc Verwaerde afirma que, na França, o tempo que se perde ainda é maior. O que dificultava sua adaptação aos ambientes de trabalho em seu próprio país. “Qualquer funcionário na França espera mais do que tenta para conseguir as coisas por ele mesmo”, afirma. “Ele vai trabalhar o mínimo de horas de que precisa, porque está escrito na lei que ele tem direito a isso e reclama muito, o que às vezes é justo, mas muitas vezes é para ganhar tempo.” Para Marc, aqui no Brasil “quem quer vencer na vida segue em frente”, o que torna o brasileiro muito mais “agilizado”, como se diz. “Aqui não se não espera nada dos órgãos públicos, nada da lei, para tomar conta da própria vida”, observa. “Por isso eu acho que o ambiente de trabalho no Brasil é muito mais interessante.”

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Reclame Menos, Trabalhe Mais

Foto: http://onlyhdwallpapers.com/wallpaper/dr_house_hugh_laurie_everybody_lies_gregory_desktop_1680x1050_wallpaper-75
É provável que em algum momento da sua vida, você já tenha trabalhado ou convivido com alguém que reclama de tudo e de todos. Pode ser na família, no círculo de amigos, no convívio diário, nos transportes públicos, enfim creio que todos já tiveram essa experiência.
Quem já assistiu a um episódio da série House sabe do que estou falando. Um médico muito inteligente, competente, só que com um ego nas alturas, que é um rabugento e reclamão de plantão. Que trabalha ou convive com um Doutor House em suas vida sabe do que falo ou será você um Doutor House? Pense sobre o tema...
Reclamar vem do latim reclamare, que significa "gritar contra". Muitas pessoas passam uma grande parte de suas vidas a reclamarem, é algo do tipo, isso não está bom, não está do meu jeito, porque não fazem assim... Podemos ler nas entrelinhas, que muitas vezes por trás de um reclamão tem uma pessoa com um alto grau de exigência consigo próprio e com o outro, possui muitas insatisfações e até frustrações não resolvidas, então reclama.
Na vida profissional é comum ter alguém a reclamar o tempo todo que nada está bom, que fala mal da empresa, do chefe, da equipa, dos colegas, ele apenas não reclama de si próprio, afinal como dizia Sartre " O inferno são os outros". Quando isso acontece, transferimos para as outras pessoas nossa cota de responsabilidade por não estar satisfeito com algo e passa-se uma existência a reclamar, reclamar e reclamar.
É possível lidar com alguém que reclama o tempo todo, principalmente no ambiente de trabalho? Um local onde passamos maior parte do nosso dia? Sim é possível. A dica é um líder positivo dará um feedback ao funcionário, mostrando que sua atitude não contribui em nada. De maneira geral pessoas que reclamam muito são pessimistas e olham a vida pela ótica negativa, é a tal estória do copo meio vazio, tende a ver apenas o negativo e não age para ver o que pode ter de positivo.
Como entre a vida pessoal e a vida profissional existe uma linha tênue, é muito provável que o profissional reclamão aja em família assim.
A atitude de ficar reclamando contagia e pode contaminar uma equipa toda, assim como o sorriso também. É muito importante que o líder peça a pessoa reclamona que dê sugestões para a mudança e parta para a ação, pois muitas vezes a pessoa reclama e não tem nenhuma sugestão positiva, é a reclamação vazia, reclamar por reclamar.
Pare de reclamar e olhe as coisas boas, positivas e que não há como ter mudanças se não tiver uma AÇÃO.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dia do Voluntário


(Imagem retirada de: http://www.flickr.com/photos/edvolunteers/4904809339/sizes/m/in/photostream/ )

Dia 28 de Agosto é o Dia Nacional do Voluntariado. Desde 1985, a data é comemorada no Brasil. O dia Internacional do Voluntariado é 5 de dezembro, data oficializada pela ONU(Organizações das Nações Unidas).
Não poderia deixar de falar dessa data tão significativa para mim. Como recebi alguns e-mails me perguntando se eu não postaria nada no blog, decidi escrever mesmo já estando em setembro. Nunca é tarde para divulgar o bem e afinal é um tema que estou amplamente envolvida desde que era muito jovem.
Algumas considerações são necessárias serem feitas. Quem faz voluntariado é mais feliz, se sente integrado com a vida, aprende que empregar parte de seu tempo em prol de uma causa ou em favor do próximo te torna mais humano. Numa sociedade que preconiza o egoísmo, o hedonismo, o individualismo exacerbado, ser voluntário dá um afago no coração.

Quando fazemos o bem ao próximo, o maior beneficiado somos nós próprios, duvida? Eu tenho certeza por experiência própria e por muitas vezes conversar com companheiros de causa sobre o tema que chegaram a mesma conclusão. Ao final de um dia depois de fazer trabalho voluntário, a gente se sente leve, com a sensação de dever cumprido. Faz bem fazer o bem.


Se nos questionarmos sobre qual o sentido da vida, por que estamos nesse mundo? Podemos chegar a diversas conclusões, mas que só os ganhos materiais não bastam. Ganhar dinheiro, ter um bom emprego, um cargo elevado, viajar, passear, é tudo muito bacana, atinge em cheio as necessidades materiais e nosso ego. Só que as necessidades que não são aplacadas com bens materiais ficam como? Se tudo se resumir a vida material, fica o chamado vazio existencial e tudo o mais perderá o sentido. Porque estamos nessa vida para sermos úteis, porque uma causa nobre nos completará.

Por que então se busca uma atividade voluntária se não se ganha remuneração financeira por isso? Talvez porque inúmeras pessoas estejam infelizes com seus trabalhos remunerados...

Uma pesquisa realizada pela empresa Right Management no Brasil, sobre felicidade no trabalho concluiu que dos 5685 entrevistados, 48% diziam não estarem felizes no trabalho. Dados obtidos no site http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/07/pesquisa-mostra-que-48-das-pessoas-estao-infelizes-no-trabalho.html

É terrível constatar isso, pois é no trabalho remunerado onde a maioria das pessoas passa grande parte do seu dia, faz horas extras, trabalha finais de semana, traz trabalho para casa e não consegue ver sentido para sua vida.

Onde entra o trabalho voluntário nessa vida já tão atribulada? Em poder escolher o que se quer fazer, onde se quer fazer, nas horas que pode fazer, com quem se quer fazer. Porque dará sentido a vida, o tal prazer de ser útil.
Claro que é muito importante a pessoa encontrar sentido para sua atividade profissional, seja ela qual for. Sempre há uma outra opção na vida e nada é para sempre. Mesmo que o momento profissional não seja o sonhado, busque opções, procure alternativas pois há. Aliando o trabalho voluntário a pessoa poderá descobrir talentos que desconhecia.

Uma outra pesquisa mostra que existem hoje no Brasil 42 milhões de voluntários e esse número pode aumentar ainda mais. Pois muitas pessoas querem fazer voluntariado e não sabem onde. Me lembro quando ainda cursava a universidade tive uma disciplina chamada "Responsabilidade Social" que nos apresentava o desafio que futuros gestores de recursos humanos, tinham em mobilizar os trabalhadores, os fornecedores e a comunidade em geral para atuarmos como agentes ativos nas atividades sociais. Pois afinal existe um passivo social- ambiental que os governantes não dão conta. Muitos podem dizer, "isso não é problema meu, é do governo" e vamos terceirizando nossas responsabilidades. Sim é problema de todos.

Lembro-me de Betinho na Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, "Quem tem fome tem pressa", não dava para ficar a espera dos governantes...e ele agiu e mobilizou o país nessa luta.

O voluntariado ainda hoje encontra seguidores nas religiões, em grande parte nas espirituais e não só. Só que já há grupos de pessoas éticas que não professam credo algum, que se mobilizam por causas nobres e éticas e isso tem um peso muito grande nessa nossa sociedade.

Não dá para evoluir espiritualmente sem pensar no próximo e no mundo em que vivemos.
Se faz necessário se engajar, se envolver, nas causas do bem, se esperamos por um mundo melhor, faça sua parte. É uma questão de cidadania.

É fácil se deixar levar pelo desânimo, se nos ligarmos aos noticiários diários onde nos inundam por notícias de guerras, fome, crise, depressão, desemprego, miséria e uma avalanche de emoções negativas, não levantamos da cama. Onde entra o voluntariado nisso tudo? Se você se engaja numa causa nobre, não que a pessoa ficará imune a tristeza, mas tem grande chance de melhorar, pois a pessoa que pratica o voluntariado se sente útil, colaborando, trocando com outras pessoas que estão unidas pela mesma causa, além de fortes vínculos de amizade que daí surgem.

Portugal vive esse momento de crise econômica e o que mais se vê são pessoas praticando voluntariado. Um dado interessante o Banco Alimentar Contra a Fome, este ano arrecadou mais alimentos que todos os anos anteriores, mais voluntários se juntaram a causa. As dificuldades fazem com que as pessoas se moblilizem.
Tive a oportunidade de participar aqui de ações de voluntariado, fiz uma formação sobre o tema e cada dia aprendo mais e mais com o voluntariado aqui. Levarei essa experiência e vivência para voluntariado do Remanso Fraterno quando lá estiver.

Meu convite é descubra algo que te toque, se envolva, o mundo precisa de AÇÃO e GENEROSIDADE. PRATIQUE ISSO, FAZ BEM!!!
Algumas sugestões de Instituições que você pode se inscrever, ver o que mais gosta de fazer, onde pode ajudar, que horas consegue doar seu tempo.
Tem muita gente que precisa de sua ajuda e muita gente querendo ajudar.

http://www.voluntarios.com.br/

http://voluntarios.org.br/

Em Portugal temos os sites onde a pessoa pode se inscrever para atuar em sua região. Lembrando que esse ano é o Ano Europeu de Voluntariado. Participe. Vale a pena!

http://www.voluntariado.pt/

http://www.bolsadovoluntariado.pt/

http://www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.detalhe_area?p_cot_id=5157&p_est_id=11146&p_resultado_a_mostrar=1&p_resultados_por_pagina=30



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Livro: Leve seu Gerente ao Cinema - Filmes que Ensinam


O que a área de Recursos Humanos tem a ver com cinema? Tudo. Não à toa existem tantos filmes com o tema demissão, downsizing, recrutamento & seleção, ética, treinamento, empreendedorismo, responsabilidade social muito mais.
Para os apaixonados pela sétima arte, o cinema tem um lado terapêutico, uma forma de expressão que consegue nos fazer refletir, trazer novas ideias para um tema que se fossemos apenas pensar de forma literal não chegaríamos a uma conclusão criativa para enxergar um outro lado de uma questão. Quantas vezes ao assistir um filme conseguimos nos transportar e repensar sobre a questão sobre um outro prisma?

O livro Leve Seu Gerente ao Cinema traz em cada página o roteiro de filmes clássicos e atuais para serem debatidos na empresa, na família, sozinho ou acompanhado. A autora Myrna Silveira Brandão consegue fazer isso com um brilhantismo ímpar.
É um livro é essencial para quem trabalha com pessoas, são filmes para a VIDA.
Recomendo.

domingo, 15 de maio de 2011

Filme The Company Men


Vou falar sobre diversos filmes que assisti aqui no blog. Sim a blogueira aqui ama cinema(também). Falarei de filmes que tratam de assuntos ligados à área de Recursos Humanos, foco também desse blog, mas não só como já sabem.
Vou iniciar pelo excelente "The Company Man" em português o título foi "Homens de negócios".Que tem como questão central a crise económica de 2008 que levou os Estados Unidos a uma recessão que perdura até hoje.
Uma empresa com mais de 30 anos de existência passa a sofrer um processo de "downsizing"(diminuir de tamanho) pois está sendo comprada por outra companhia e com isso as demissões começam a acontecer. A história gira em torno de 3 personagens principais todos alto executivos da empresa GTX, que tem os atores Tommy Lee Jones, Chris Cooper e Ben Affleck( que conseguiu me convencer no papel de executivo).
Ben Affleck é o Diretor de Vendas da GTX que ganha mais de 180 mil dólares por ano, vive com sua família no mais perfeito estilo "american way of life" e de repente vê sua vida desmoronar com sua demissão.
Não quero entrar nos detalhes do filme, pois vale a pena conferir.
Mas vou falar sobre sua busca por uma recolocação profissional. Ele passa os primeiros dias numa empresa que passa uma ideia de ser de Outplacemant(recolocação) onde tem dinâmicas de grupo, etc. Lá ele conhece diversos profissionais na mesma situação que a dele. O filme aborda as diversas entrevistas, as dificuldades encontradas mesmo sendo um profissional muito qualificado com um MBA, só que descobre que não só ele possuía um, mas inúmeros candidatos do país inteiro com currículo igual ou melhor que o dele. As coisas passam a correr mal e o dinheiro vai acabando, um estilo de vida caro, custa muito dinheiro e mesmo sem querer acaba tendo que aceitar um emprego fora de sua área de atuação, pegando no pesado na empresa de construção do cunhado interpretado por Kevin Costner(excelente atuação).
Quantos profissionais no mundo não passam ou passaram por situações semelhantes?
O final do filme é muito bom, vale a pena assistir e refletir que relação é essa que muitos profissionais possuem com seu trabalho. Você é o seu trabalho? O dinheiro que ganha? Os bens de consumo que adquire com ele? Como está sua relação com sua família, amigos? Existe algo além na sua vida se perdesse seu emprego hoje? Como você se viraria se a partir de hoje passasse por uma situação como a de Bobby Walker(Ben Affleck)?.
Vale a reflexão.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Inteligência Emocional no Trabalho


PALESTRA SOBRE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO, PELO INSTITUTO RH-LF.

ROSA MARIA M. DE LIMA é palestrante, Assistente Social, Terapeuta de Florais de Bach, Especialista em Terapia de Família, e em Metodologia do Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense. Funcionária Pública, vinculada à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, durante sua extensa trajetória profissional atendeu mais de 1000 (um mil) famílias por ano. Rosa Maria também é professora universitária e palestrante e está escrevendo um livro sobre “O Percurso de Superação da Família Inteligente”.

OBJETIVO DA PALESTRA

Oferecer com o auxílio da Neurociência, ferramentas de IE (Inteligência Emocional) que possam otimizar as relações interpessoais no trabalho.

PÚBLICO ALVO

Gestores de RH, executivos de diversos cargos e empresários.

LOCAL

SENAI/ FIRJAN
Rua General Castrioto, 460, Barreto, Niterrói-RJ.
DATA: 11 de maio, quarta-feira de 2011.
Início: 8.30h ( café da manhã de boas vindas).
Término: 11h.
INSCRIÇÕES 21. 2717. 5162 OU PELO EMAIL: sac@rh-lf.com.br/
EVENTO GRATUITO.




domingo, 24 de abril de 2011

O resgate da espiritualidade organizacional

Foto: Suzula by stock.xchng

Texto retirado de www.administradores.com.br

Por Rubens Fava

O fato é que os laços já frágeis entre as pessoas e as empresas estão desaparecendo rapidamente à medida que as recompensas em dinheiro não é a melhor motivação para pessoas.

Hoje os conhecimentos científicos não nos dão as respostas para as questões que emergem na alma humana. As respostas somente podem vir quando se consegue ampliar a visão fragmentada de mundo e incorporarmos de forma objetiva uma visão integrada e integradora deste mesmo mundo.

Embora vivamos numa fase onde a sobrevivência, a competitividade e a concorrência está cada vez mais difícil, é um paradoxo que se dê tanta importância à espiritualidade.


São muitas as razões para a promoção da espiritualidade no pensamento empresarial. O mercado globalizado baseado num capitalismo democrático, que repousa um sistema de troca voluntária e comprometimentos políticos com a liberdade e o livre arbítrio individuais, é, no fundo, um sistema que depende da criação de confiança. Sem uma estrutura de valores morais e espirituais básicos, tais como dizer a verdade, justiça e responsabilidade pessoal, a confiança poderá desviar-se até do grupo gerencial mais idealista.


A customização maciça e o consequente marketing de relacionamento aproximou a empresa do mercado, aproximação essa baseada na confiança mútua entre empresa e cliente que exige idoneidade e um comprometimento mais ético dos dois lados.


Assim é crucial entender como a espiritualidade organizacional pode ser colocada em prática no mercado e na vida de um gestor com eficiência.

Isso requer não apenas um essencial compromisso com a integridade pessoal, mas trazer estes valores espirituais da vida privada, fazendo com que estes se tornem também eficientes no contexto dos negócios.


Apesar de tudo isso, a preocupação dos gestores com a espiritualidade parece concentrar-se no receio de que o cumprimento das obrigações com os valores e com a espiritualidade imponham uma perda imediata nos resultados financeiros.


As repercussões financeiras de escândalos e corrupções que tiveram como consequências a grave crise econômica mundial recente deixaram bastante claro que nenhum executivo pode se dar ao luxo de deixar de rever sua forma de agir e principalmente seus valores.


Na verdade, embora vivamos numa fase onde muitas técnicas e conceitos gerenciais ganham seus dias de glória, depois são trocados por outros mais modernos e atualizados, a espiritualidade e a criação de confiança permanecem na viabilidade da empresa.


Um efetivo padrão de integridade empresarial é crucial para o bem-estar da empresa, para seu pessoal e para aqueles que são afetados por suas operações.


A maior parte dos valores compreendidos como espiritualidade organizacional: honestidade, justiça, respeito pelos outros, prudência, solidariedade, humildade, cooperação, confiabilidade e outros é parte conhecida da formação das pessoas.


Contudo, a "grande empresa" impessoal, fria e desumana, ao moldar o trabalhador sem sentimentos, sem identidade psicológica, sem fisionomia moral, criou o protótipo do homem instrumento, desenhado pela Revolução Industrial e pelas modernas concepções neotayloristas, que teimam em restringir periodicamente, sob mil disfarces insinuantes, por via do autoritarismo ou da manipulação sutil.


Assim, os valores espirituais foram sofrendo uma desintegração. Os escândalos empresariais que aparecem nos jornais, como manipulação de informações privilegiadas, os boatos mesquinhos e as calúnias nos escritórios e departamentos são prova de que os gestores das empresas nem sempre conseguem fazer da boa ética, dos valores morais e da espiritualidade organizacional um fato real na conduta dos negócios.


Quando se combina a falibilidade humana com a ganância do dinheiro e do poder, acrescido dos fatores organizacionais e hierárquicos e a cobrança por somente resultados financeiros no final dos exercícios, fica difícil falar e manter a espiritualidade dentro das empresas. Porém a validação da espiritualidade organizacional, embora o termo não seja popular, é simplesmente um modo de reconhecer que, sem dúvida, existem certas escolhas a serem feitas com relação aos meios e aos fins empresariais, as quais têm um ingrediente essencialmente moral, ético e espiritual.


Conflitos de interesses, aquisições hostis de empresas, o desmantelamento e o desaparecimento de grandes instituições financeiras, voltaram a atenção para os velhos problemas da ganância individual e desonestidade.


Assim, o resgate da espiritualidade organizacional torna-se questão urgente. A necessidade do trabalho em equipe, a mudança do poder, saindo da estrutura organizacional para o conhecimento, a recessão econômica em muitas empresas e um conjunto multipolar de concorrentes sem fronteiras, minaram a promessa das recompensas imediatas e universais entre pessoas do mesmo pensamento.


A diminuição no tamanho das empresas, as fusões, a tecnologia que faz o trabalho repetitivo e exaustivo, deixando apenas o trabalho inteligente para as pessoas, e a extrema mobilidade da força de trabalho que agora é internacional, multirracial e de ambos os sexos, onde o conhecimento tácito, base da Gestão do Conhecimento, e o know-how das empresas está na cabeça das pessoas e não mais nas estruturas empresariais, fez com que o estado bem conhecido de ganância administrativa do livre mercado tornasse inadministrável.


O fato é que os laços já frágeis entre as pessoas e as empresas estão desaparecendo rapidamente à medida que as recompensas em dinheiro não é a melhor motivação para pessoas.


Aliando a todas estas mudanças internas nos relacionamentos funcionário empresa, estão as mudanças externas. A alta tecnologia trouxe a personalização maciça de produtos e serviços, fazendo com que os relacionamentos cliente empresa se estreitassem e passassem a ser mais de confiança do que de satisfação, onde mais do que produto ou serviço os clientes compram o comportamento ambiental, ético, moral e idôneo das empresas.


Pensar, falar e agir dentro de um preceito de espiritualidade passou a ser uma questão de sobrevivência para as empresas que querem perpetuar-se e serem competitivas neste início de século XXI.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Currículo digital e perfil na web facilitam processos de seleção

Fonte: Valor Online

Que o currículo em papel está praticamente extinto não é novidade. Enviá-lo a uma empresa para se candidatar a uma vaga soa hoje quase tão ultrapassado quanto usar os termos "holerite" e "bilhete azul". Toda grande corporação passou a oferecer em seu site a opção de cadastro de currículos e de candidatura às vagas anunciadas - quase sempre o sistema é terceirizado, desenvolvido por uma empresa especializada. "O currículo digital facilitou o trabalho de seleção dos departamentos de recursos humanos e aumentou as possibilidades para que um profissional encontre quem valorize seus atributos", diz o gerente de marketing da Vagas Tecnologia, Luís Testa.

A Vagas tem cerca de 1.300 empresas clientes, incluindo 45 das 100 maiores corporações brasileiras. No site central, o vagas.com.br, quem está à procura de emprego pode cadastrar o currículo e checar, gratuitamente, as oportunidades disponíveis. A empresa administra mais de 4 milhões de cadastros no site geral e outros 44 milhões nos bancos de dados exclusivos de cada cliente. O negócio tem se mostrado tão promissor que a Vagas deve dobrar o número de funcionários neste ano - de 80 para 150 - e conseguiu multiplicar por quatro o faturamento desde 2007, passando de R$ 3,3 milhões para R$ 13,3 milhões em 2010. A receita se origina dos contratos de licenciamento para uso do software de cadastro e gestão de currículos. Uma das novidades, oferecida às parceiras a partir do final de 2010, é um software que publica automaticamente no Twitter oficial da empresa interessada cada nova vaga anunciada por ela.

A substituição do papel pela versão digital não elimina os preceitos básicos de um bom currículo - sintetizar, de forma organizada e clara, os principais dados pessoais, profissionais e educacionais do candidato a um emprego. Curiosamente, no entanto, o uso da tecnologia está trazendo de volta alguns aspectos tradicionais. Um deles é a possibilidade de incluir informações que vinham sendo descartadas diante da orientação geral de produzir documentos sucintos, de no máximo três páginas, pois ninguém teria tempo para ler mais do que isso.

Outro aspecto que voltou a ser valorizado nos currículos são as indicações de pessoas que já trabalharam com o profissional, tanto como superiores quanto como pares. "Um currículo precisa ser sóbrio, e não autopromocional. Muito mais apropriado do que dizer que 'faz e acontece' é incluir o contato de três ou quatro boas referências, de preferência relacionadas aos dois últimos empregos", diz o diretor de operações da Robert Half no Brasil, William Monteath. A consultoria oferece em seu site modelos de currículos virtuais.

Muitos profissionais estão empenhados em tirar proveito da internet. Por enquanto é uma postura mais encontrada entre aqueles que trabalham com TI, mas a tendência é que essa preocupação se amplie gradualmente para as demais áreas. Keith Matsumoto, 30 anos, analista de inteligência de mercado da Alog Data Centers, uma provedora de infraestrutura de TI, fez a "lição de casa": criou um site em que trata de assuntos profissionais, estruturou um perfil sóbrio no LinkedIn e não dá derrapadas nos demais sites de relacionamento dos quais participa. "A internet é o mais público de todos os lugares, porque é vigiada por milhões de pessoas, 24 horas", diz. O esforço foi recompensado há um ano e meio, quando a Alog chegou a ele justamente fazendo pesquisas pela rede. A mesma estratégia está sendo adotada pela empresa para preencher as 40 vagas em aberto - com 410 funcionários neste momento, a Alog vem apresentando crescimento na receita em torno de 20% ao ano. "Fazer sondagens de perfis na internet se tornou parte da nossa rotina aqui no RH. Estamos sempre à procura de profissionais antenados", diz a coordenadora de treinamento, Fernanda Oliveira.


Maurício Oliveira | Para o Valor, de São Paulo