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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dica de Filme O discurso do Rei


Assisti o Filme O Discurso do Rei e conversava sobre a grandeza desse filme. Realmente digno de um Oscar. O filme não levou a estatueta, apenas a atuação perfeita do ator Colin Firth que está impecável no papel de Berty o futuro Rei George VI. Geoffrey Rush não levou a estatueta, mas merecia, está perfeito num dos melhores papéis de sua carreira.
A história em resumo para não estragar a beleza do filme é que Berty(Colin Firth) devido a um problema na fala procura um especialista em discursos Lionel Logue (Geoffrey Rush), para resolver esta questão.
Uma cliente me disse o Geoffrey Rush está num papel de quase um Coach, achei perfeita a analogia.
É emocionante, enriquecedor, traz à tona a reflexão da superação, do querer mudar, do apoio, do enfrentamento da realidade e de jamais desistir.
Assistam e se emocionem.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Trabalho com sotaque

Andei desaparecida do blog MUITO TRABALHO graças à Deus.

É bem interessante a matéria abaixo, aproveito para partilhar.

Retirado na íntegra do site: Canal RH http://www.canalrh.com.br/

Trabalho com sotaque

por Julio Caldeira Ano 2011 - Nº 82 - maio / 2011

Marc Emmanuel Pascal Roger Verwaerde é um francês de sobrenome complicado, sotaque engraçado, 28 anos e morador do “centrão” de São Paulo, onde divide um apartamento com a mulher, também francesa. Desde 2010, Marc trabalha como gerente comercial numa agência de comunicação “100% brasileira” – como faz questão de ressaltar – e tem sob seu comando um time de vendedores brasileiros. Diferenças culturais no dia a dia da empresa? “Não, na verdade”, responde. “Meu departamento é muito racional, baseia-se em retornos de investimentos, melhor desempenho em vendas. Por isso meu relacionamento com a equipe também é muito racional.” E antes que alguém diga que isso seria “muito francês” de sua parte, Marc se defende: “Acho que é mais uma questão do mundo dos negócios do que cultural.”

Adepto do transporte público, o francês vive o cotidiano da cidade – seus problemas, seu trânsito e suas vantagens – como qualquer paulistano. A não ser por uma diferença: Marc tem “prazo de validade”. Ou melhor, seu visto tem. Desde que um dos sócios da agência, um francês naturalizado brasileiro, o convidou para assumir a vaga de gerente, as regras por parte do governo brasileiro foram claras: visto com vinculo empregatício de dois anos, renováveis por mais dois, e só depois disso seria hora de pensar na autorização permanente. “O temporário era o de acesso mais fácil num primeiro momento”, explica Marc. “Para conseguir o permanente [como primeira opção] você tem de investir um montante elevado no Brasil ou ter algum vínculo de família com o país.”
Ou seja, trocar Paris por São Paulo – sim, tem gente que quer – não é tão mais fácil do que o contrário. Por isso, “cerca de 90% dos vistos concedidos pela nossa lei são temporários”, informa o advogado Antonio Cândido França Ribeiro, sócio da Overseas Consultoria, especializada em expatriação. “A imprensa geralmente divulga os números de vistos concedidos, mas não fala que a maior parte deles é temporária. Ou melhor, que cada autorização dessas não quer dizer que a pessoa está efetivamente imigrando para o Brasil, vindo de mala e cuia, para nunca mais ir embora.”

Muita calma nessa hora...

Segundo dados do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), de janeiro a setembro de 2010, foram concedidos 39.057 vistos de trabalho a estrangeiros. Desses, 1.993 foram permanentes. No entanto, de acordo com Cândido, mesmo esse número seria equivalente a processos que antes passaram pelos quatro anos do estágio temporário – no qual está nosso amigo Marc. “A própria natureza desse tipo de autorização no Brasil é de caráter temporário”, esclarece Cândido. “Primeiro por dois anos, prorrogáveis por mais dois e depois se transforma [passa para permanente].”

De acordo com o advogado, ao final dos dois primeiros anos, o governo analisa se tudo o que foi previsto no processo foi cumprido, “isto é, se realmente o salário proposto foi pago, se os encargos foram pagos”, exemplifica. Em seguida, ocorre a prorrogação. Ao final dos quatro anos, somente após uma nova montanha de papéis, carimbos e comprovações é que o “candidato a brasileiro” poderá morar e trabalhar permanentemente aqui... Ou não. “Se você for ver na Constituição e na abertura da Lei do Estrangeiro, lá está claro que esses processos são analisados de acordo com o interesse nacional”, retoma o consultor, dizendo ainda que, à primeira vista, a burocracia assusta. “E, realmente, é preciso justificar tudo e qualificar o pedido para que o CNIg dê uma diretriz ao processo e tome suas resoluções.”

Para 2011

Para o advogado e consultor Antonio Cândido, os setores de telecomunicações e construção civil também aparecem entre os que mais demandam mão de obra especializada estrangeira. Quanto aos países de onde vêm esses profissionais, os Estados Unidos encabeçam a lista de 2010 do CNIg, com 5.891 estrangeiros. Em seguida aparecem as Filipinas, com 4.113 pessoas. A China ocupa o sexto lugar, com 1.782, atrás da Índia, com 2.112. “Quem dita isso é a economia [de cada país]”, comenta Cândido. “Se a filial brasileira de alguma multinacional está a todo vapor, com um desempenho melhor do que a matriz, muitas vezes a empresa acaba transferindo alguém de lá para cá, para não mandar embora, e absorve aqui temporariamente.”

No que diz respeito às previsões para 2011, Cândido afirma que os números devem ser parecidos com os do ano passado. “Mais do que isso só se explodir tudo lá fora”, afirma. “Os números de vinda de estrangeiros estão mais ou menos condizentes com os investimentos feitos.” Opinião da qual compartilha Paulo Sérgio de Almeida: “Em 2010, tivemos um volume de investimento estrangeiro muito grande no país – investimento produtivo, não no mercado financeiro”, analisa. “Em 2011, acreditamos que a curva siga o mesmo ritmo desse volume.”

Que país é este?

Uma vez aqui, os estrangeiros têm de lidar com impasses de natureza cultural. Afinal, por mais globalizado que esteja o mercado – e as culturas internas das empresas sejam as mesmas em todos os cantos do mundo onde elas estejam –, nós estamos longe de ter o comportamento reservado do japonês ou a fleuma do alemão. “Realmente, todo mundo dá uma pequena relaxada no Brasil”, aponta Cândido. “No começo se estranha um pouco aquele jeitinho do brasileiro de ‘passa amanhã que talvez esteja pronto’ e daí não está.” No entanto, o francês Marc Verwaerde afirma que, na França, o tempo que se perde ainda é maior. O que dificultava sua adaptação aos ambientes de trabalho em seu próprio país. “Qualquer funcionário na França espera mais do que tenta para conseguir as coisas por ele mesmo”, afirma. “Ele vai trabalhar o mínimo de horas de que precisa, porque está escrito na lei que ele tem direito a isso e reclama muito, o que às vezes é justo, mas muitas vezes é para ganhar tempo.” Para Marc, aqui no Brasil “quem quer vencer na vida segue em frente”, o que torna o brasileiro muito mais “agilizado”, como se diz. “Aqui não se não espera nada dos órgãos públicos, nada da lei, para tomar conta da própria vida”, observa. “Por isso eu acho que o ambiente de trabalho no Brasil é muito mais interessante.”

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Correntes Imaginárias

"Às vezes as correntes que nos impedem são mais mentais do que físicas.
Pense. Pois muitas vezes amarram você em nada e você acredita"

A imagem é forte e muito representativa.
Recebi de uma cliente e partilho pois é muito significativa.
Sem mais palavras.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Decálogo da Infelicidade por Leila Navarro


Foi das coisas mais interessantes que já li e decidi partilhar. Leila Navarro dá um "sacode" como costumamos dizer no Brasil.
Para INTENSA reflexão e AÇÃO.

Retirado de:

1 - Acredite na sorte e espere por ela

2- Seja impaciente com tudo

3- Compare-se com os outros

4- Seja um invejoso e destrutivo

5- Reclame de tudo

6- Julgue tudo e todos

7- Ande com gente infeliz e negativa

8- Desconfie de tudo e todos

9-Considere-se superior

10-Não tenha sonhos, não acredite no futuro, não tenha esperança

Ficou chocado com o decálogo? É como se algo tivesse errado? Que ótimo pois você é um candidato a ser feliz. A proposta é faça agora seu decálogo da Felicidade, internalize e SEJA FELIZ!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

The power of words - O poder das palavras

É um vídeo singelo que muitos já devem ter visto. Minha amiga Miriam Lonsky do Canadá, me presenteou com ele mais uma vez. Obrigada!
Para aqueles que ainda não conhecem, partilho.
Como as palavras possuem esse poder mágico de mudar tudo na vida de uma pessoa.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

As frases proibidas nas organizações

Retirado de www.administradores .com.br

Por Wellington Moreira

Nós geralmente valorizamos as pessoas que apresentam a resposta em vez de consagrarmos aqueles que se dedicam a fazer as perguntas certas

Com o passar do tempo, algumas frases se tornaram proibidas a todos que vivem o dia a dia nas empresas, pois os riscos decorrentes de tais manifestações são reconhecidos como muito elevados para quem pretende se manter no local onde trabalha.

Quando foi a última vez que você ouviu alguém afirmar "eu não sei" ou "o erro foi meu" em sua organização? Possivelmente, até tenha pensado que esta pessoa surtou momentaneamente ou então que se tratava de um profissional inexperiente e sem o mínimo senso de autoproteção.

No entanto, situações como esta precisam ser analisadas por outro prisma. A cultura organizacional da grande maioria das empresas brasileiras não valoriza a importância daqueles que dizem "eu não sei" ou mesmo quem faz questionamentos recorrentes, mas sim os profissionais que têm a capacidade de responder as questões elaboradas por outrem.

Você mesmo deve lembrar como era apreciado na escola quando conseguia responder a alguma pergunta do professor e os olhares de reprovação ou deboche que lhe eram dirigidos ao indagar algo que esclareceria o assunto a todos de uma única vez, mas ninguém arriscaria examinar publicamente.

Nós geralmente valorizamos as pessoas que apresentam a resposta em vez de consagrarmos aqueles que se dedicam a fazer as perguntas certas. Por conseguinte, também nas organizações, muitos dos colaboradores preferem ficar sem saber a questionarem o porquê das coisas.

Problema maior ainda existe em relação à outra frase destacada: "o erro foi meu". Estimo que inúmeras pessoas não tenham a coragem de reconhecer suas falhas, mesmo sabendo que esta seria a atitude correta, porque ao denunciarem os próprios erros ouvem apenas questionamentos de reprovação: "Como você pode ter deixado isto acontecer?" ou "Será que não vai aprender nunca?"

A lição que perdura para todos os demais trabalhadores que presenciam algo semelhante é: quando você cometer uma besteira fique quieto no seu lugar e, se necessário for, coloque a culpa em outro infeliz.

Quando as pessoas não se sentem seguras nem estimuladas a externar seus fracassos e inseguranças, abre-se espaço para que o ambiente seja inundado por posturas nas quais "esconder os problemas debaixo do pano" e torcer para que ninguém perceba ou se posicionar como vítima transforma-se em regra geral.

Se você é gestor, sugiro que comece a olhar de forma especial para quem evita respostas prontas nem tampouco utiliza justificativas esfarrapadas para explicar o trabalho que deixou de concluir a tempo. É claro que tais atitudes não credenciam o profissional desde já a uma promoção, mas revelam senso de responsabilidade, requisito fundamental para quem amanhã poderá ocupar uma posição de liderança.

As empresas devem ter a consciência de que inevitavelmente alguns erros serão cometidos e não haverá pessoas com respostas satisfatórias para uma série de perguntas. Todavia, se cultivarem um ambiente que favoreça o aprendizado contínuo e seus colaboradores forem estimulados a correr riscos calculados será comum escutar pessoas dizendo "eu não sei" ou "o erro foi meu" e além disso poderão comprovar que haverá um comportamento proativo ou reparador logo na sequência dos fatos.

E qual o primeiro passo para a mudança? As organizações precisam acompanhar de perto as atitudes de seus gestores. Quando os colaboradores percebem que os líderes diretos são os primeiros a encobertar erros ou se calar diante de determinada situação que requer posicionamento, eles compreendem que esta é a coisa certa a fazer naquele lugar. Ah, o contrário também é verdadeiro.

Wellington Moreira - Palestrante e consultor empresarial wellington@caputconsultoria.com.br

quarta-feira, 16 de março de 2011

Divulgando: TRUJILLO Treinamento



É com imensa satisfação que venho apresentar e divulgar o novo projeto de Marta Trujillo. Ela é carioca, Psicóloga, Master Coach, Empresária de sucesso, Trainer em PNL e com um currículo impecável, além de ser minha amiga e parceira profissional.
Quero aproveitar para divulgar em primeira mão, o site da Trujillo Treinamento.

Já começa com o Treinamento Vivencial com o Professor Massaru Ogata.

Visitem o site:





quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

É HORA DE MUDAR DE EMPREGO?

Para uma reflexão antes do ano que vai iniciar.

Retirado de www.canalrh.com.br

por Arthur Chioramital

Uma pesquisa internacional promovida pela Bumeran, especializada em RH, com profissionais de diversos segmentos, revelou que mais de 90% estão insatisfeitos com seus empregos. O mundo atual exige dos profissionais a constante preocupação com a gestão de suas carreiras. Promoções, capacitações e mudanças de emprego fazem parte de um plano muitas vezes traçado durante a graduação. Diante desse cenário é importante saber reconhecer quando a trajetória dentro de uma companhia não oferece mais oportunidades de crescimento e ascensão.

De acordo com o mestre em administração de empresas e coordenador do curso de gestão de RH da Universidade Metodista de São Paulo, Luciano Venelli, o profissional precisa estar atento à forma com que se relaciona com sua rotina de trabalho. “Irritação, falta de prazer ao realizar as atividades cotidianas e diminuição na contribuição nos projetos são sinais de que algo não vai bem.” Quando esse cenário se apresenta é hora de analisar o que se deseja mudar na situação atual e o que deve ser feito para preencher as lacunas que existem. “O profissional precisa ter em mente o plano de carreira que ele traçou para si. É esse plano que deve servir de base para decidir se a mudança de emprego é o próximo passo a ser dado”, completa Venelli.

A estagnação também deve ser encarada como um sinal de perigo. “Se o profissional se encontra há muito tempo na mesma posição, mas seus pares estão crescendo e assumindo outras responsabilidades, alguma coisa está fora de lugar”, explica a sócia da Search Consultoria em Recursos Humanos, Ilana Lissker. A estrutura da empresa, sua política de contratações e plano de carreira também devem ser observados. “O colaborador tem de prestar atenção se a estrutura onde ele se encontra oferece oportunidade de crescimento; algumas empresas têm como política não contratar internamente, mas trazem profissionais do mercado, por exemplo”, alerta Ilana. E completa.

“Nesses casos, vale a pena considerar seriamente ir atrás de novas oportunidades.”

É o caso do administrador de empresas Rafael Pioto, que trabalha na área administrativa de uma empresa de automação de sistemas de segurança desde 2008. “Eu comecei trabalhando na parte contábil, com o tempo passei a assumir novas responsabilidades; agora, também sou responsável pelo Departamento de RH e Auditorias.” Segundo Pioto, estrutura da empresa é o principal fator de insatisfação. “Trabalho em uma empresa familiar, por isso, o espaço para desenvolvimento da minha carreira é limitado e as promoções são quase impossíveis.”

De acordo com os especialistas, conhecer os objetivos estratégicos da companhia e saber se eles estão alinhados com os objetivos pessoais é fundamental. Observar se a formação pessoal vai ao encontro do perfil de atuação da empresa também conta pontos na hora de avaliar se ainda há chances de ascensão na carreira dentro daquela instituição. “É importante observar e avaliar para onde a empresa cresce e investe e ver se as oportunidades estão na sua área”, afirma Venelli.

Planejando a mudança

Uma vez tenha concluído que o cenário atual não oferece mais oportunidade de melhoria na carreira, é chegada a hora de planejar o que fazer. Caso o relacionamento com o gestor seja positivo, vale a pena sentar e expor o problema. Muitas vezes, a questão pode ser resolvida internamente com uma mudança de área. “O diálogo sempre é válido, mas é importante não colocar o gestor contra a parede; o ideal é já chegar com algumas ideias e sugestões de outras áreas em que você poderia atuar, sempre munido de informações que comprovem que você está bem preparado para ocupar aquela vaga”, explica Ilana.


Estar munido de informações é sempre recomendável, independentemente do caminho que se pretenda seguir. Também é importante ficar atento aos rumos e movimentos do mercado de modo a conseguir planejar seus próximos passos, pois esse é um dos ingredientes fundamentais para manter uma carreira de sucesso. “Você pode mudar de função, de empresa ou os dois, o importante é que a mudança seja planejada”, declara Venelli.

Manter-se atualizado em relação ao cenário da área em que se atua é recomendável, inclusive, para evitar chegar a uma situação de insatisfação extrema. Isso porque o mau momento pode dificultar a mudança de emprego. “A mudança não deve estar atrelada a uma situação ruim”, declara Ilana. “O ideal é movimentar a carreira antes de chegar a uma situação limite”, completa.

Como identificar se o fim está próximo

Muitas vezes, o profissional desconfia de que algo não vai bem no ambiente de trabalho, mas não consegue identificar o quê nem a extensão do dano. O Canal Rh conversou com especialistas e preparou algumas dicas para ajudar a identificar quando a trajetória dentro de uma organização está perto do fim.

Se você sente que não está mais contribuindo, provavelmente não está mesmo

Se você é deixado de lado em promoções ou tarefas interessantes ou elas sempre são oferecidas ao pessoal subalterno é um sinal óbvio. Com frequência, a informação é afixada no mural. Você só precisa parar, dar um passo atrás e ler.

Você parou de crescer

Se você não está mais aprendendo diariamente, não está fazendo coisas novas e não está progredindo é hora de partir. As luzes vermelhas devem acender se você está na mesma função há dois ou três anos e não enfrentou nenhum desafio significativo durante esse tempo.

Você não faz parte da visão global

A maioria dos diretores traça um roteiro para o rumo que pretende dar às suas organizações nos 12 a 60 meses seguintes. Se há muitos projetos a caminho que não abrangem sua área de expertise ou nos quais você, na melhor das hipóteses, desempenhará um papel insignificante, é um sinal de alerta. Além disso, se você foi relegado a uma função de do tipo commodity, que agrega pouco valor à organização ou pode ser terceirizada facilmente é hora de buscar uma nova oportunidade.

Você está sendo excluído

Se você é gerente Sênior ou ocupa outra função de destaque, os sinais de alerta incluem não ser chamado para participar de novas decisões de negócio ou ser excluído de reuniões formais ou informais do Comitê Executivo. A perspectiva é igualmente sombria se você é um profissional cuja contribuição em novos projetos é dispensada ou solicitada em bases limitadas.

Sua influência está diminuindo

Sem dúvida, um diretor tem mais influência em uma organização do que um gerente. Mas todos os profissionais possuem algum nível de influência dentro de suas equipes ou pelo menos entre seus próprios grupos de colegas. Se seu poder de persuasão estiver diminuindo, é hora de mudar.

Você não gosta mais do trabalho

Às vezes, as pessoas se mantêm em uma situação aquém da ideal só porque é mais confortável para elas. Você tem de assumir o controle. Se não está empolgado com os projetos nos quais trabalha, corrija-os. Se é totalmente engajado, apaixonado pelo que faz, e faz o que sabe, você se sente realizado e é recompensado.

Melhoria contínua não faz parte do mantra

Mudanças organizacionais ou a falta delas devem ser vistas como alertas na vida profissional. A estagnação dentro da organização ou do departamento é um bom exemplo. Se seu departamento usa as mesmas técnicas de desenvolvimento de aplicações há 15 anos e não se esforçou para atualizar sua abordagem, alguma coisa está errada. Se sua empresa não estiver disposta a investir em processos de melhoria contínua talvez seja hora de procurar uma empresa que esteja.

Os pastos verdejantes são realmente verdejantes

Se você chegou a uma encruzilhada em que se desiludiu com seu empregador atual por um motivo ou outro (longas horas de trabalho, promoções raras, insatisfação na carreira etc.) e recebeu uma oferta de emprego de outra empresa, está na hora de pular do barco. Quando você se depara com situações que não se resolvem sozinhas (você detesta ou não sente orgulho do que faz ou precisa falar alguma coisa com seu chefe, mas não fala porque sabe que não vai ajudar) está na hora de mudar de emprego. Neste caso, certifique-se de que não está pulando da frigideira para o fogo, de que está indo atrás de uma boa oportunidade, e não apenas deixando para trás uma oportunidade que se tornou ruim.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

CUIDADO COM A ZONA DE CONFORTO

Retirado do site www.secth.com.br

Você está confortável na empresa? Cuidado!

Tudo bem, impossível negar que estar confortável é objetivo de todos, mas que é um grande risco não há dúvida! Um dos exemplos que utilizo para demonstrar a importância da competitividade para o mercado em geral, parte do seguinte: Porque recordes mundiais normalmente são batidos em competições internacionais? Algumas opções:

1 - defendo o meu país;

2 - cobertura de mídia;

3 - importância do evento.

Mas a resposta que melhor atende é: porque estão presentes os melhores do mundo. Na largada, por exemplo, há competidores que tem uma retrospectiva de tempos melhores que os meus. Isto é, se naquele momento eu não fizer mais do que jamais fiz em qualquer outra competição, eu estou fora do jogo. É nesse momento que consigo fazer mais, consigo me superar e, bater o recorde mundial.
E assim foi descoberta a maior invenção para a competitividade das empresas. Chama-se “Concorrente”!

Se a concorrência é forte então minha empresa é forte, desenvolvida, competitiva. Se a concorrência é fraca, a minha empresa se acomoda! E isso vale para nós, profissionais! Então muito cuidado. Se estivermos nos comparando com perfis baixos podemos até nos sentir muito satisfeitos, por um tempo, mas na primeira solicitação de maior competitividade não conseguiremos enfrentar a situação.

O que estamos dizendo é que precisamos de fatos que nos mobilizem e nos mova para a ação. Esse comportamento de se acomodar é típico do ser humano. Precisamos de algo que nos incomode. Eventualmente nas palestras e cursos que desenvolvo comento com o público se não seria ótimo se não tivéssemos febre. A princípio alguns incautos afirmam que sim, seria ótimo. Mas, o que é a febre senão um aviso!

A febre é um sintoma que nos informa que algo não está bem. Que precisamos buscar respostas para essa disfunção. Se não houvesse febre teríamos a doença e não saberíamos. A febre é ruim? Não, a febre não é ruim, pode ser incomoda, mas ela nos avisa de problemas. É um sintoma, um alarme. O sintoma, portanto, pode ser incômodo, mas não é dispensável.

Mais do que isso, o incômodo é necessário e, desejável! Desejável porque nos permite focar e agir. A ação deve ser valorizada, sobremaneira, como o divisor entre a intenção e o resultado. Tudo na vida tem seu contraponto. Viver a vida é administrar esses altos e baixos perfeitamente normais e esperados.
A acomodação é um estado natural para a maioria dos seres humanos. É uma tendência, da mesma forma que procuramos o “estar confortável”. Não é mal por princípio, pois, conforme Jean Piaget afirmou, pode ser vista como uma adaptação ao meio, mas pode se tornar uma limitação auto-imposta e perigosa para o desenvolvimento em si.

A acomodação perigosa é aquela que nos tira os desafios do alvo e nos faz “aceitar” o que nos é imposto. Essa acomodação pode surgir por limitações auto-impostas (não consigo, não é para mim, é melhor não arriscar) e outras situações causadas, frequentemente, por uma baixa autoestima. Em outra situação pode ser causada por se ter facilidade em conquistar as coisas, ou, ao contrário, dificuldade excessiva para isso.

Interessante também é a acomodação causada por uma posição diferenciada por regalias como: disponibilidades de horários, ausência de pressão ou um salário muito bom (costumo dizer que o pior que pode acontecer á um bom profissional é um salário acima da média, porque lhe retira o desafio do crescimento e, ás vezes, até a contestação). Em suma, estamos sempre sendo atraídos para a acomodação e, consequentemente, a estagnação.

Precisamos ter pessoas, conosco, que não tenham visto o que já foi e que não se sintam acomodados pelo “status quo”. Aliás, temos que ter pessoas que se sintam incomodadas com a situação atual e com isso mobilizem-se para gerar o movimento de mudança.

As pessoas precisam de desafios, a criatividade precisa de espaço e as empresas precisam de pessoas criativas. Parece uma equação simples, mas demanda necessidades muito específicas e o comprometimento da gestão, da alta gestão, principalmente porque investe coragem e ação. E se ninguém tem feito por você nenhuma ação para liberá-lo da acomodação, faça você mesmo. Não espere o futuro chegar. Você tem que construí-lo hoje.

Bernardo Leite Moreira (Psicólogo, consultor empresarial, coaching, especialista em comportamento e transformação organizacional e desenvolvimento de gestores. Professor universitário em nível de Pós Graduação em diversas universidades. Diretor do Instituto de Desenvolvimento de Empreendedorismo – www.bernardoleite.com.br www.empreendermelhor.com.br - Autor dos livros: O Ciclo de Vida das Empresas e Dicas de Feedback)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MUDANÇA DE PAÍS E SUAS DIFICULDADES

Primeiro vem a euforia, milhares de planos, a vontade é logo de pegar o passaporte e embarcar. Muitos sonhos e fantasias rondam a mente de quem recebeu uma proposta de trabalho para mudar de país. Geralmente ninguém consegue imaginar ou dimensionar que existe um lado B, como diríamos no Brasil. Sinto em dizer, existe e é geralmente negligenciado em grande parte das vezes pelo profissional e seus familiares que na euforia se esquecem desse outro lado. É importante frisar que por mais que a pessoa venha a ter ganhos financeiros, um salto na carreira, a possiblidade de conhecer uma nova cultura, viajar, entre inúmeras coisas maravilhosas, existem as diferenças culturais, o clima(mais frio ou mais quente a depender de ond a pessoa for), a ausência dos amigos, da família, de tudo o que se conhecia até aquele momento.
Digo isso por experiência própria. Gosto imenso de estar em Portugal, mas o início não foi fácil, tive que usar todos os meus recursos internos, a resiliência, a força interior, a coragem, a disposição para o novo e o skype(risos!) pois passei a falar e trabalhar muito com esta ferramenta.
Não estou a fazer um discurso que não se deva aceitar o desafio. Deve ser muito bem pensado, conversado com a esposa, filhos e o próprio profissional deve fazer uma auto-análise. Não apenas colocar em questão o lado financeiro. Deve-se pesar os possíveis ganhos, o crescimento que a oportunidade pode oferecer, mas as perdas devem estar na balança e na pauta das conversas da família, pois a euforia passa após os três meses iniciais , é o tempo onde a empolgação vai embora e a realidade chega.
Partilho o texto retirado do site CANAL RH:


PROFISSIONAIS TRANSFERIDOS PARA OUTROS PAÍSES ENFRENTAM GRANDES DIFICULDADES

por Julio Caldeira

Muitos têm uma ideia romântica sobre ser transferido para outro país a trabalho. Sinal de uma carreira em franco crescimento? Oportunidade de exercitar as habilidades em outros idiomas e culturas? Chance de se tornar um cidadão do mundo? Pode até ser. Mas o que muitos esquecem é que as diferenças culturais podem dar mais trabalho do que a própria função a ser desempenhada.
As relações interpessoais, os costumes, a comida, enfim, a cultura como um todo pode se transformar numa desagradável surpresa se o profissional não levar na bagagem as informações certas. “A gente vê muitos casos de pessoas que estão no exterior pedindo para voltar mais cedo porque não estão suportando”, revela o professor Carlos Tasso de Aquino, especialista em gestão transcultural e diretor dos Programas Acadêmicos da Schiller International University, nos Estados Unidos. “E quem está aqui fica dizendo: ‘Mas que coisa engraçada, o sujeito está ganhando mais, está num país bacana!’ Mas a gente precisa diferenciar o que é fazer turismo num país e o que é viver nele.”

Viver e trabalhar num país estrangeiro é um grande desafio. E os diversos desdobramentos disso, traduzidos nas exigências do dia a dia, merecem atenção especial, uma vez que uma gafe corporativa de natureza cultural pode, segundo de Aquino, acabar com um negócio. “Quantas vezes a gente não vê isso”, revela o professor. “O brasileiro é um povo muito efusivo na socialização. Então você chega querendo beijar e abraçar todo mundo – porque isso é normal aqui –, mas se for uma pessoa de uma cultura mais fechada, mais tradicional, isso pode ser visto até como assédio.”
O especialista explica que entre os casos recorrentes que já ouviu de executivos estão a diferença na hora de fechar negócios e os problemas com o sistema financeiro do novo país. “Por exemplo, se você vai para o Japão, mesmo que a pessoa queira lhe dizer não, ela não lhe diz, porque culturalmente é incorreto”, conta de Aquino. “Então ela vai lhe circundar, e você pode perder um tempo preciosos com isso.”

Ao passo que, segundo o professor, uma cultura pragmática como a norte-americana pode assustar os sociáveis latino-americanos. “Os norte-americanos querem atropelar as coisas”, analisa. “E a cultura latina demanda que você tenha um lado social mais forte. É preciso compreender tudo isso, só que infelizmente a maioria de nós só aprende com a experiência.”

Os choques culturais também atingem a vida privada. “Você não consegue dissociar as duas coisas” em situações como essa, afirma o especialista. “Nos Estados Unidos, por exemplo, não importa o quão bem você ganhe, os bancos não te dão crédito se você não tiver um histórico, ou seja, se você não tiver comprado a prazo antes”, explica de Aquino. “Eu mesmo nos Estados Unidos peguei a prazo um carro que eu poderia ter comprado a vista simplesmente para gerar esse histórico. Agora imagine você recém-chegado num país estranho, querendo mobiliar sua casa ou simplesmente não querendo andar dinheiro pela rua, mas não consegue crédito.”

Para a chinesa Linda Jia Shi, graduada em um MBA nos Estados Unidos e atualmente participando de processos seletivos para trabalhar na Flórida, as questões financeiras não foram as que mais lhe causaram problemas, e sim as diferenças de costumes entre sua terra natal e o Ocidente. “Eu me lembro de quando minha mãe veio me visitar, enquanto eu ainda estudava”, conta a bem humorada Linda. “Ela teve a chance de conhecer alguns dos meus amigos, todos jovens. Certa vez, enquanto jantávamos, uma amiga fez uma piada sobre seus pais. Isso não é nada demais aqui nos Estados Unidos, mas aos olhos de minha mãe, essa minha amiga estava desrespeitando os pais dela e ofendendo toda a sua família. Na China, as crianças e jovens não devem fazer piadas sobre seus pais.”

Linda conta ainda começou a se sentir adaptada quando parou de se sentir incomodada ao abraçar e beijar os amigos no rosto quando os encontrava. “E também quando comecei a fazer comida americana em casa”, brinca. “Aí eu soube que estava me adaptando.”

Vazio social

Para o brasileiro Paulo Roberto Tavares, que atua na área de tecnologia da informação em Nova York, onde mora com a mulher Adriana o filho Eduardo, o mais difícil foi o “processo de imigração”, como define. “Conseguir a cidadania foi uma luta”, conta. “Com idas e vindas aos órgãos responsáveis e os maus tratos por parte dos funcionários.”

O profissional conta que durante cinco anos, a incerteza sobre se teria ou não sua residência garantida atrapalhou qualquer plano de futuro, e que, nesse período, toda a sua vida familiar ficou dependendo de seu emprego. Se fosse demitido, todo o resto ruiria. “Foi um período em que nos sentíamos um povo inferior”, se lembra.
No entanto, mesmo com a estabilidade trazida com o visto permanente, o Green Card, conseguido em 2002, as dificuldades trazidas pelas diferenças culturais não encontraram seu fim. “Apesar de aliviados, sempre rolou um vazio social”, desabafa Paulo. “Nunca tivemos um grande círculo de amigos. Brasileiros são muitos por aqui, mas difícil era encontrar brasileiros com objetivos comuns.”

Já sobre se relacionar com os “donos da casa”, ou seja, os norte-americanos, Paulo é categórico: “Quase zero. Aqui é o único lugar no mundo que o futebol se chama soccer, e os esportes que eles gostam eu nunca gostei. Só aí já ficava difícil conversar muito, pois esportes são grande parte da vida dos americanos.”

Como amenizar os choques culturais

Para o professor Carlos Tasso de Aquino, grande parte da ajuda que um profissional transferido para outro país pode receber deve vir justamente da empresa que o está mandando para outro país – e mais especificamente, do departamento de recursos humanos da organização. “Eu acho que o RH deveria se preocupar mais com a preparação das pessoas para a cultura do que propriamente com os benefícios – seguro, salário etc.”, analisa de Aquino. “Isso tudo é importante, claro, mas é preciso também contextualizar as pessoas a respeito do país para o qual elas vão.”

Segundo o especialista, quando essa etapa do processo é ignorada, todos perdem. “Se isso não for feito, um executivo, um funcionário, que foi remanejado em função do seu desempenho no seu local de origem – e cria-se então uma expectativa para que ele repita essa performance no exterior –, não vai apresentar esses resultados. Ou seja, todo um investimento de mandar uma pessoa para fora é perdido.
Por outro lado, o professor ressalta que há lição de casa também para o profissional que vai enfrentar uma nova realidade. “Às vezes as pessoas ficam tão inebriadas por terem sido escolhidas, que pensam que podem enfrentar tudo naturalmente, acham que são super-homens, supermulheres”, analisa Aquino.

No frigir dos ovos, o que fica é a boa e velha informação. “Existem hoje algumas instituições que publicam documentos que sintetizam as culturas de outros países”, recomenda o professor.